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Mostrando postagens de janeiro, 2018

Um souvenir para mim (+18)

   Era quarta-feira.     O clima estava estranho havia alguns dias. Eu não podia tocá-lo, ele não me deixava, e apesar disso, dormiu comigo todos esses dias, novamente me fazendo sentir protegida, e querida, mas não desejada.     Tudo bem, eu podia lidar com isso.   Na verdade, não podia não, mas eu fingia estar bem quando ele estava por perto. Eu jogava uma água no rosto pra disfarçar a cara inchada de tanto chorar durante o dia. Mas quando ele me visse, ele não poderia me ver quebrada. Não. Ele deveria me ver inteira.   Naquele dia, trocamos mensagens durante o dia. Eu não havia chorado tanto, apesar de não ter sentido fome e de ter me contentado com apenas uma das duas esfihas que comprei pra comer.    Enquanto eu lia, acabei tomando uma taça de vinho. Estava, na verdade, me cansando de esperar, e estava quase dormindo quando ouvi minha porta se fechar.    Ergui os olhos e ali estava ele, parado à port...

Quarenta ( 4O )

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Não me ando sentindo confortável pra falar de mim, tenho preferido calar as minhas vozes. É engraçado porque aqui dentro tá tudo confuso e bagunçado, e essa inquietação não some nem me deixa em paz. Aliás, até mesmo dormir tem sido complicado. Um sono carregado de sonhos pesados, ora pesadelos que me sufocam, como se eu estivesse num mergulho em alto ar. diferente do voo, meus pés não alcançam o chão e vem a sensação aterradora de que estou só. As vezes é difícil até respirar. Mas quando sua presença embala meu sono eu durmo em paz; e acordo em paz também. Os pensamentos que mais percorrem minha mente giram em torno dessa incerteza que se instalou desde que deixei que você fizesse morada em mim. Um medo de um sentimento não correspondido, acompanhados pelo conforto de um abraço seguro e das batidas  do seu coração, que aliás é um sonífero muito mais eficiente do que qualquer calmante. Eu consigo me lembrar claramente do segundo que me destravei e abri minhas portas p...