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Mostrando postagens de julho, 2014

sobre pessoas que recusam ajuda...

É demais pra mim, isso tudo. Estou farta de ser adulta. Cansada demais de ser o meio termo, a intercessora... Não tomo partido, apenas observo. E observar dói. Observar o sofrimento, e as palavras duras direcionadas aqueles que amo - eu que bem sei como funciona atingir pessoas através das palavras, sei como ela está ferida e machucada, e me machuca só observar essa dor, sem dizer nada que me indique tomando partido. Então todos os dias, eu junto meus cacos, e repito meu mantras: "juntos somos mais fortes", "vivendo um dia após o outro", e "bola pra frente". Mas a verdade, é que ninguém tá se esforçando além de mim.. Eu que to segurando as duas mãos que seguram a corda. Eu só queria que as decisões fossem tomadas pelos adultos, de forma adulta. E não comigo sendo o pilar desse lugar. Eu estou em ruínas. E já não aguento tudo sozinha. Eles se instalaram no fundo do poço, e não querem ser tirados de lá.. E eu já estou tão cansada de ...

Numa realidade paralela

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" Nessas horas eu daria tudo pra ter um carro " - Pensava ela, que a mais ou menos uma hora esperava por seu ônibus - que mais uma vez essa semana, não havia passado. Ela estava aflita, cansada. Carecendo de um banho, atordoada pelo dia exaustivo no trabalho. Seus alunos possuíam energia para abastecer um município, e pobre professora, que tinha de arrumar um meio de ter tanta energia quanto eles. Estava esgotada. Tentava se distrair ouvindo suas musicas velhas no celular " velhas mesmo. preciso arrumar tempo de atualizar minhas musicas " pensava; quando chegou finalmente o 7815, com 45 minutos de atraso, e não fosse isso, ainda estava lotado. Pessoas se amassavam e se espremiam por todo lado. Um empurra-empurra infernal, isso, pra não falar do cheiro insuportável do odor humano. E pra melhorar um pouco mais: todas as janelas fechadas. " ah não, isso é demais pra mim ". " Com licença, senhora. ." Já foi abrindo a janela. A tiazinha não g...

Sobre palavras e aleatoriedade

Eu queria dizer tantas coisas. Coisas que nem mesmo ao certo sei o que são. Eu queria poder ser mais transparente, queria que se pudesse enxergar através de mim, para que eu então não precisasse me desfazer em palavras. Queria dizer as coisas em que sou melhor comigo. Que sou mais mulher. Mais corajosa. Que sou mais eu do que jamais fui. Queria dizer as coisas que imaginei e que já não mais. Queria dizer o que senti, e que depois de um segundo ja não sinto - e que não é estranho não me apegar a sensação de sentir ou não. Que pra mim não é problema eu saber ficar bem longe de tudo.  Na verdade, isso até ajuda minha auto-afirmação pessoal. Afinal, agora eu consigo decidir as coisas e pensar por mim, através de mim mesma. Hoje eu não me vejo menina, indefesa, machucada. Eu me vejo mulher. Forte. Decidida. Eu me vejo senhora e dona da minha vida e do meu coração. Meu coração é só meu, e não é triste saber que amo, mas que eu sou o sol da minha vida. Eu tive m...