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Mostrando postagens de setembro, 2011

Damn pt4

Quanto mais perto chegava da hora em que ela iria vê-lo, mais seu coração martelava e as lágrimas sufocavam-na. Parecia estar andando no corredor da morte, se preparando para sua própria decapitação. Finalmente chegada a hora em que não poderia mais adiar, rumou para o embate. Parecia de fato estar indo para uma batalha, há muito já perdida, entre seu coração e sua razão, onde ambas saíram machucadas e ninguém venceu. Olhou-o nos olhos, e sorriu o sorriso mais doce que pôde. Ele olhou-a com indiferença, zombeteiro, admitiu agir por despeito; despeito esse que feriu ainda mais seu coração já destruído pela dor do término. O olhar dele era frio, e estava se divertindo , sem conseguir esconder a arrogância, ao perceber que ela estava tentando seguir em frente, sem ele (teoricamente). Mas, ela levou tudo na brincadeira, esticou a sacola com os ursinhos de pelúcia e entregou em suas mãos : "você estava certo ao me mandar aquela música, finalmente percebi que estou melhor sem você. E só...

Damn pt 3

Seu maior desafio foi passar outra vez pela cerca de arame farpado em meio a lama... Voltou para seu quarto onde estivera durante toda a manhã, arrumou suas coisas, jogando fora tudo o que pudesse lembrar dele. Saias, camisetas, blusas e qualquer outra coisa que tivesse roxo em seu guarda-roupa (aquela cor lhe causava enjoos agora), ou que a deixasse parecida com algo que era quando estiveram juntos. Sentou-se em frente ao espelho, olhou os olhos fundos um instante, e puxou para si a tinta de cabelo que sua mãe já havia deixado preparada para aplicar. Ainda chorava um pouco, o rosto inchado, os olhos estavam ardendo e as marcas na pele começavam a incomodar, mas logo retornou seu foco para o espelho outra vez. Mudou a música de sua playlist (de: I don't love you -MCR / para: Over now - Submersed) e começou o processo de tingimento. Viu seu cabelo castanho avermelhado desbotado tomar cor e ficar mais escuro, até atingir a tonalidade certa de preto aos poucos " isso tudo por cau...

Damn pt 2

Enquanto via o fogo consumir todas as lembranças, seu coração balançava feito escola de samba. Talvez tivesse se arrependido de queimar todas as coisas, mas na verdade, sabia que era o certo a se fazer. Uma conversa entre amigos ia e vinha em sua mente : "você ficou acomodada, e acostumada a estar sempre com alguém... Por acaso você sabe viver sozinha? Quer dizer, sem precisar depender de terceiros e achar que sua vida depende de alguém? Enquanto você não aprender a se virar, se amar, sem ninguém, então nunca vai ser suficiente quando você estiver com alguém"... Vai ver era por isso que estava péssima desse jeito. Deu meia volta, e estava indo embora, quando uma lasca de papel queimado caiu aos seus pés. Ela reconheceu a caligrafia, tinha apenas dois anos que havia recebido o poema... E pode ler no papel com as bordas torradas " ainda descubro o que o teu coração quer// e farei de você para sempre minha mulher ". As lágrimas sufocaram-na, com uma intensidade forte ...

Damn

Não houve dor. A pequena linha escarlate apareceu no lugar onde antes fora passada uma lâmina afiada. O corte não fora profundo. Era apenas o suficiente para lembrar-se de que ainda sentia algo, nem que fosse um pouco de dor. Mas nem mesmo essa se apresentou. O corte ficou mais fundo, e ainda assim não era possível que ela sentisse algo. A lágrima descia pelo rosto, levando consigo cada lembrança boa que houvera um dia... Existem aquelas dores que não conseguimos nem mesmo nomear. E a dor física provocada por aquela lâmina uma vez amenizou a dor interior. Mas agora, nem mesmo o corte a fazia esquecer... Olhava em volta de seu quarto bagunçado, parecia diferente, e faltava algo. Muitas coisas que não deveriam estar ali, e o que deveria estar... não estava, já a muito tempo. Houve um tempo, em que gostava de lembrar das coisas boas, chorava de saudade delas, aquelas lágrimas que desciam queimando, e fazia com que necessitasse de remédios para adormecer. Hoje não mais... Ele mexera na últ...

Marcas

Quando o conheci, ou melhor dizendo, quando deixei-o entrar em minha vida, eu tinha uma verruga no joelho. Verruga essa que eu ficava cutucando pra ver se ela ia sair. Ele dizia: "para de cutucar suas feridas internas igual tu faz com a tua verruga, é por isso que não sara nunca". E hoje vejo que devo ser algum tipo louco de masoquista. Eu sei que vai doer, e ainda assim me jogo de cabeça. Eu sou assim. E aí, quando tudo acaba, ficam aquelas marcas profundas no peito. Onde parece que alguém enfiou a mão no nosso coração, arrancou, apertou, esfaqueou,  jogou no chão e pisou em cima. (HAEIUAHEIUAHIUEHIAHE q drama)... Mas é verdade... Até parece que o coração dói de verdade.. hahaha ninguém admite, mas é E, pra diminuir um pouco a dor interna, a gente simplesmente exterioriza. A dor externa, o sangue, a pele que corta, é uma dor diferente, mas aplaca um pouco aquela dor esmagadora. Eu sei o que é sentir isso.. É uma válvula de escape. remédios também. :) Se usar de ...