Cacos
Não quero ser sua "namoradinha".
Quero ser seu amor, sua amiga,
sua. Quero ser uma pessoa de quem alguém possa sentir orgulho de andar
nas ruas de mãos dadas. Quero que se sinta bem se eu for o seu primeiro pensamento
ao acordar e o último antes de dormir.
Quero que memorize meu rosto e
meu corpo enquanto eu durmo, e que não disfarce se eu te pegar me olhando
quando acordo.
Quero que perceba que meu olhar
te sonda, e sonde o meu olhar com o seu. Quero que mergulhe nas águas profundas
do meu ser, se deixe inundar pelo meu amor. Não quero nada pela metade, eu
nunca quis.
Quero que queira estar comigo.
Que queira dividir o quarto, a cama, as gavetas, as refeições, a Coca-Cola, os
sorrisos, os abraços. Quero que queira dividir comigo seus anseios, planos,
desejos, pensamentos. Quero fazer parte da sua vida e quero que queira fazer
parte da minha. Mas acima de tudo, quero que o meu querer seja recíproco.
Porque, sou eu quem estou me
afogando.
Sou eu quem sinto saudade do
cheiro, do toque, do corpo, do afeto.
Não quero olhar teus olhos e
encontrar somente carinho e ternura. Não quero ter que ver sentimentos superficiais.
Não quero ter que ter medo de sentir DE NOVO. Ter que ficar engolindo meus
pensamentos e sentimentos pra me adequar em alguém que se queira ter por perto.
Eu não quero ser a mulher que,
todos nós concordamos, é o tipo de mulher com quem se tem relacionamentos
longos e duradouros, mas no fim das contas, não é a mulher com quem se quer ter
relacionamentos duradouros. Não sou o tipo de mulher que é "um lance casual", mas é
tudo que acabo sendo pra você (s).
Sempre que chega num momento crítico, eu sou a mulher que
não se assume. Mesmo depois de seis meses, nove meses, um ano, cinco anos. A história se repete.
Eu nunca sou ela.
Eu sempre sou só eu.
Algum dia será o suficiente ser só eu?
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