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Marcas

Quando o conheci, ou melhor dizendo, quando deixei-o entrar em minha vida, eu tinha uma verruga no joelho. Verruga essa que eu ficava cutucando pra ver se ela ia sair. Ele dizia: "para de cutucar suas feridas internas igual tu faz com a tua verruga, é por isso que não sara nunca". E hoje vejo que devo ser algum tipo louco de masoquista. Eu sei que vai doer, e ainda assim me jogo de cabeça. Eu sou assim. E aí, quando tudo acaba, ficam aquelas marcas profundas no peito. Onde parece que alguém enfiou a mão no nosso coração, arrancou, apertou, esfaqueou,  jogou no chão e pisou em cima. (HAEIUAHEIUAHIUEHIAHE q drama)... Mas é verdade... Até parece que o coração dói de verdade.. hahaha ninguém admite, mas é E, pra diminuir um pouco a dor interna, a gente simplesmente exterioriza. A dor externa, o sangue, a pele que corta, é uma dor diferente, mas aplaca um pouco aquela dor esmagadora. Eu sei o que é sentir isso.. É uma válvula de escape. remédios também. :) Se usar de ...

Sonho ruim

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acordei ofegante, mal podia me lembrar do sonho...Sei que era ruim, porque se tivesse sido bom, eu não aparentaria ter corrido uma maratona de pelo menos 2O km. E, de repente, milhares de coisas começaram a vir em mente. Milhares de coisas que somente meu pensamento conhece. Já eram mais de 2 da matina, e tudo o que eu consegui fazer, foi respirar fundo e deixar que meu bom senso reprimisse aquela represa que ameaçava arrebentar. Foi uma noite diferente. Momentos vividos nos últimos anos me vieram, e me balearam novamente, e tiveram o mesmo impacto que no momento em que elas aconteceram. Pior, é que só consegui me lembrar das coisas ruins. Das coisas que perdi, das que não conquistei, das que desisti... Eu sabia que estava acordada, mas parecia um sonho. Outro pesadelo. Porque não pude voltar atrás e refazer. Palavras, ações, decisões, encarar medos... Não pude. E, fiquei incapacitada, deixando que as lágrimas caíssem, e molhassem minha pelúcia em forma de coração. Sentei, e tentei re...

Refúgio.

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Fiquei tanto tempo sentada, parada com a caneta na mão, olhando o nada... sentindo a brisa leve que soprava no campo e deixava meus cabelos bagunçados. Aquela paz, que há tanto tempo não sentia, me preencheu. Tomou conta de mim. Eu olhava para aquela campina extensa à minha frente, a floresta densa que se seguia após ela, e via aquele céu limpo, com nuvens em formas de desenhos, e aquele pôr-do-dol magnífico. Eu queria escrever... mas palavras não conseguiam descrever aquele pequeno momento. ... Passado algum tempo, desci a caneta decidida a escrever, sem saber ao certo o que. Deixei que a caneta guiasse minha mão. " Sentir essa brisa, e toda essa felicidade faz com que eu acredite cada vez mais que Deus me quer... me ama. Tanto me ama, que proporciona esses momentos, por vezes, exclusivos a mim. Sinto como se Deus estivesse bem aqui, segurando minha mão e guiando minhas palavras. Soprando o vento pela campina... fazendo com que esse sol desca preguiçosamente através das árvo...