"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

terça-feira, 8 de julho de 2014

Sobre palavras e aleatoriedade

Eu queria dizer tantas coisas. Coisas que nem mesmo ao certo sei o que são.
Eu queria poder ser mais transparente, queria que se pudesse enxergar através de mim, para que eu então não precisasse me desfazer em palavras.

Queria dizer as coisas em que sou melhor comigo.
Que sou mais mulher. Mais corajosa.
Que sou mais eu do que jamais fui.
Queria dizer as coisas que imaginei e que já não mais.
Queria dizer o que senti, e que depois de um segundo ja não sinto - e que não é estranho não me apegar a sensação de sentir ou não.

Que pra mim não é problema eu saber ficar bem longe de tudo.  Na verdade, isso até ajuda minha auto-afirmação pessoal. Afinal, agora eu consigo decidir as coisas e pensar por mim, através de mim mesma. Hoje eu não me vejo menina, indefesa, machucada.
Eu me vejo mulher. Forte. Decidida. Eu me vejo senhora e dona da minha vida e do meu coração.
Meu coração é só meu, e não é triste saber que amo, mas que eu sou o sol da minha vida.

Eu tive medo, e agora não mais.
Não tenho medo de sentir.
Na verdade, o meu maior medo é não sentir.
Mas, pro inferno com os medos. Afinal, eles devem ser superados.

Eu queria dizer também, que não me sinto envergonhada em desistir de alguns sonhos infantis e contos de fadas. Que tá tudo bem se eu perceber que não quero casar. Que tá tudo bem eu ter medo da convivência, e ter uma pessoa só pro resto da vida, e que ta tudo bem se eu não ficar com ninguém pra sempre.

Eu consigo me enxergar. Não como alguém que se faz de coitada. Mas como eu mesma. Dramática e exagerada. Vingativa e pessimista. E não é problema que eu me enxergue.
Na verdade, fiz dos meus defeitos meus aliados. Da minha língua afiada fiz minha defesa.
Da minha experiencia passada, fiz de escudo e vou atacar se eu me sentir ameaçada.

Não tem problema sentir agora e depois não mais.
O importante mesmo -descobri- é sentir.

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