"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

domingo, 1 de dezembro de 2013

Ao tempo

E pra quem diz que o tempo não cura todas as coisas, eu tenho algo a declarar:

Falta deixar o tempo passar.

O tempo ameniza aquelas dores, cicatriza as feridas, e porque não coloca no lugar certo os pedaços quebrados?
As vezes, tudo o que falta é tempo. Tempo de organizar as idéias, tempo pra pensar em si mesmo, tempo pra cuidar mais de si, e porque não, dar tempo ao próprio tempo?
 Deixá-lo se encaminhar de por cada coisa no seu devido lugar.


domingo, 10 de novembro de 2013

You're my mirror..


  Porque eu não quero perder você agora, estou olhando bem para a minha outra metade.
  O vazio que se instalou em meu coração é um espaço que agora você preenche.
  Mostre-me como lutar pelo momento de agora e eu vou lhe dizer, querido, que foi fácil voltar para você, uma vez que entendi que você estava aqui o tempo todo.
  É como se você fosse o meu espelho. Meu espelho olhando de volta para mim,
  Eu não poderia ficar maior com mais ninguém ao meu lado.
  E agora está claro como esta promessa que estamos fazendo, dois reflexos em um. Porque é como se você fosse o meu espelho, meu espelho olhando de volta para mim.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fragmento de um sonho não muito bom.

"- Eu senti sua falta. - Ele começou dizendo.
- ... -
Não vai dizer nada? -
- Eu tenho que dizer alguma coisa? - perguntei, estúpida. - Ah, já sei. Você quer que eu diga que eu também senti sua falta...
Não tem que dizer nada que não seja verdade, mas eu sei que sentiu. -
Tá, por um bom tempo senti. Por um bom tempo pensei em você. Mas nossa história acabou, você acabou com tudo.. E eu não tinha mais motivos pra me prender a você.-
-... Estou fadado a fazer escolhas das quais me arrependo, docinho. Você sabe bem disso. A questão é que, eu ainda sinto sua falta. Quero dizer. Apesar das besteiras, o que sei é que, você eu realmente amei. Nós poderíamos ter dado certo.-
Poderíamos. Mas não demos. E a vida seguiu, e cada um foi pro seu caminho. Você mesmo disse que eu era livre e que eu podia voar "agora voe, anjo". Lembra?-
- Lembro. Mas como disse, tenho tendência a me arrepender de coisas, quando falo pra você. Eu tentei te procurar, mas você foi seguindo sua vida e eu a minha... -
- E era assim que era pra ter ficado.  - Interrompi.- Sabe, nós fizemos o certo nos afastando um do outro. Ia ser sempre o mesmo jogo de mágoa, e falta de confiança. E você nem queria me assumir como sua namorada. Era pra ter sido desse jeito, e hoje eu entendo..- respirei fundo, esperando que ele me interrompesse, mas não o fez. Então prossegui -  O que não pode acontecer, é toda vez que eu ficar bem, você aparecer pra dizer "Oi, eu existo na sua vida, te amo, te quero de volta". As coisas não podem funcionar desse jeito. E você sabe disso.
- Eu sei que não podem mas é assim que são. Você sente minha falta, eu sinto a sua, e voltamos um pra vida do outro, desde o início dos tempos. - 
- E você então está sugerindo que? Não consegui entender as intenções por trás dessa conversa... - disse eu.
Estou sugerindo que mantenhamos o plano. - Respondeu. Formou-se um sorriso de canto de boca, acho que estava esperando que eu lembrasse de algo.
- "Planos são complicados". Não faz parte dos meus planos nós dois outra vez. E eu, não faço parte dos seus planos desde que me trocou outra vez. Isso é cansativo, está mais do que na hora de nós dois seguirmos em frente.  Deus sabe o quanto te amei, e provavelmente eu vá lembrar de você pra sempre. Mas voltar pra sua vida, só vai me fazer mal, entenda que eu não quero seu mal, como acho que você também não deveria querer o meu... "

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um fragmento de mim

O difícil não é não lembrar do que passou. O difícil mesmo é não levar em consideração.

A gente aprende que determinadas coisas têm que ficar do jeito que estão - pelo menos no momento -.
Porque, querendo ou não, são consequências das nossas próprias decisões, certo?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

sobre o presente...

Eu parei de tentar ficar voltando no passado, porque minha máquina do tempo quebrou, e ficar olhando pras lembranças só ia fazer eu ficar cada vez mais ressentida e frustrada por tudo o que deu errado.
Eu parei de tentar ficar adivinhando o futuro, porque o futuro não está nas minhas mãos, então, por enquanto, eu vou aproveitando o presente.
E mesmo que haja um espaço vazio que as vezes domina meus dias e meu sono, nesse momento presente, esse vazio não é um monstro.
... Não me impede mais de observar as coisas lindas que acontecem ao meu redor no presente .

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Só sei que nada sei

É a verdade mais sincera que já disse à mim mesma esse ano: não sei de mais nada.

Eu que finalmente consegui deixar de pensar com o coração e fazer as coisas da forma mais racional possível, cheguei à conclusão que sem que eu percebesse, acho que acabei entrando numa zona perigosa, deixando uma maldita porta aberta.

Digo maldita, porque bem sei que futuramente, esse pequeno deslize pode causar minha desgraça, mas enfim.
Estive meio ocupada com meus botões essa semana e mal tive tempo pra pensar em qualquer coisa que não fosse me desesperar por ter engordado, e ficar ansiosa por esse maldito ENEM também (sim, eu fiz novamente).
Confesso, às vezes me dá vontade de sentar com um baldinho de pipoca e ficar só observando os loops que a minha vida fica dando, só ficar como espectadora da minha própria vida, enfim, é um saco quando tá tudo coisado e a gente não faz a menor idéia de como fazer pra des-coisar.

O caso é que, pela maldita porta aberta ele entrou. E eu realmente não percebi que tinha deixado essa fresta. Ok, erro meu. Mas acho que agora, no final das contas, já não tem muito o que fazer, a não ser esperar dar merda, ou a vida me surpreender e me deixar viver um lindo romance de contos de fadas (Ok, confesso que principes e princesas não temos nada butttt vai saber).
Tenho um sexto sentido pra essas coisas, e por isso sempre fico pessimista, porque alguma coisa me diz que vai dar merda, mas eu não sei mais como fazer esse troço parar.

Eu parei de tentar ficar voltando no passado, porque minha máquina do tempo quebrou, e ficar olhando pras lembranças só ia fazer eu ficar cada vez mais ressentida e frustrada por tudo o que deu errado. Eu parei de tentar ficar adivinhando o futuro, porque o futuro não está nas minhas mãos, então, por enquanto, eu vou aproveitando o presente. E mesmo que haja um espaço vazio que as vezes domina meus dias e meu sono, nesse momento presente, esse vazio não é um monstro. Não me impede de observar as coisas lindas que acontecem no presente ao meu redor. 
Vou ser sincera. Tenho a leve impressão, de que estou pra me ferrar lindamente, mais uma vez.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Lapso bipolar

Engraçado, estava procurando pela minha receita dos óculos e acabei achando mil outras coisas que eu não estava procurando. Bem, no meio dessas mil coisas encontrei cartas. Muitas cartas *-* Cartas de amigas, ex-colegas de classe do curso (Lari sua linda, sdds), cartas de professores, cartas esquecidas no tempo... A maioria, não falam mais comigo hoje, outros foram embora, outros casaram (Ana amada <3) e fora embora, enfim...
Em todas as cartas, duas palavras se encontram : "te amo". EM TODAS.
*-* Achei tão fofo isso, que enquanto eu lia, comecei a chorar, bateu aquela nostalgia de novo e chorei largada. HAHAH

Estava pensando sobre o "valor das palavras". Certo dia o Kaue me disse que eu pareço ser o tipo de pessoa que se encanta e apega nas palavras, mesmo que as atitudes da pessoa não correspondam com o dito, eu tenho a tendencia a levar mais em consideração as palavras. Isso lá bem é verdade se eu for parar pra analisar.
Eu me sinto vazia, e sinto saudade de ouvir palavras que já ouvi em outrora. Não é algo que dê pra explicar, é só uma solidão e um vazio sem tamanho. São milhões de boas atitudes, pessoas que se importam, mas nenhuma palavra que me confirme que é o que eu acho.
Por isso que acho que ainda tenho medo. Por isso que não me perdi em sentimentos, nem me derramei em declarações. As vezes parece que estou, mas as vezes o vazio leva a melhor de mim, e eu só fico observando o nada. Eu não consigo mais oferecer qualquer coisa, porque não há mais nada aqui a se oferecer.
Nem mesmo palavras. Não consigo.
Não sei o que é. Na verdade, de certa forma estou bem, estamos. Acho que são pensamentos inoportunos. O desejo de ouvir algo, que fui alertada que não seria dito. Ninguém me entenderia, mas eu me entendo.
Eu sou feita de palavras, e por isso preciso delas. Mas até agora, as palavras (suas) me aconselham, me confortam, me cativam, mas não me dizem "eu te amo". Então, como é isso, estar com alguem sem amar?
estar somente por sentir confortável, bem, seguro.. Isso me deixa confusa.
E de certa forma... me deixa um tanto vazia. Porque eu sei melhor que ninguem, que eu realmente valorizo muito as palavras, tanto quanto valorizo atitudes.

Dai tive mais um lapso bipolar (estranho, porque até estou feliz, sei la), e no final das contas, não achei a receita dos meus óculos. ai ai.

sábado, 5 de outubro de 2013

Things are complicated

When your life is going just fine, and it's finally taking the course it should've already been taken since the begining of the times, you start to feel empty somewhere inside. How to handle with it?
I mean, now, everything's in the right place. Decisions've been made, stories have been told and listened, and so have feelings almost gone. Well, at least I could wish or think they were.

The fact is that, sometimes these things get me, making me feel that well known nostalgy of the old times.
Times that were as old as the things that remained present.
Small things like a draw, or an empty bottle of coke lost in my memory.
Things like a scent or a taste. bittersweet feelings, sensations, things I can't explain, and I wouldn't be able to, even if I could.

I don't know why I'm having this "moment", I think it's kind of a bipolar moment..
Because, to tell you the truth, everything's doing fine, and I've been waiting for this for a long long time...
I don't know what's happening.. At least not right now.
It's one the rarest moments where I feel empty, and lonely, although things are ok.
anyway, whatever.. I lost track of mind.

the only thing I know now, is that: things are complicated for sure.

domingo, 1 de setembro de 2013

Aquelas reticências que nunca significam coisa alguma

...

É tipo isso, que to num momento tão sei lá, que mal me lembro o que são "reticências".
Estar com a mente ocupada o tempo todo é muito bom, tão bom que até disfarça esse pequeno vazio que eu ainda sinto em algum canto do meu peito, sei lá o porquê. Ok, talvez eu até saiba o porquê, mas ando ocupada demais pra me preocupar em preencher isso.

Acho que no final das contas, com tantas contas, e coisas que tenho a pensar quase que não sobra tempo pra pensar em coisas que eu normalmente pensaria se eu tivesse tempo pra pensar em alguma coisa..
Bem, cá estou eu novamente divagando com coisas que nesse momento não fazem sentido algum. É que parece que ta tudo coisado.

Sabe, uma sensação parecida com solidão, mas sem ser a dita cuja. Tá mais prum sobrecarrego, ou cansaço e descaso de ser.
Nesse momento, sou uma capsula vazia, talvez seja por conta do meu sono acumulado de 30 dias. Nesse momento se eu usar "..." não significa nada.

Estou presa na minha caixinha do nada. E sabe, não me incomodo não...

terça-feira, 30 de julho de 2013

O meu amado é meu

E eu sou dele.


Declaração descabida

Preciso dizer, porque sei que se eu não disser, vou me explodir de dentro pra fora.
Eu ultimamente sinto coisas das quais não tinha mais costume de sentir.
Ando querendo ser o melhor de mim, dar o melhor de mim. Até já confessei isso.
Ando também com pensamentos malucos. Acordo, e meu primeiro pensamento do dia, são os seus olhos brilhantes olhando pra mim. Vou dormir tentando me lembrar do quanto é bom estar deitada no abrigo dos seus abraços, com seu carinho me envolvendo. 

Antes da sua chegada na minha vida, eu já estava meio acostumada com a solidão, o abandono e a bagunça gelada que tinha virado dentro de mim, mas depois desse tempo desde que você chegou, degelando, derretendo e aquecendo tudo, você na verdade acabou me virando do avesso.
Não vou dizer que preciso de você, porque, realmente não preciso. Eu ainda tenho controle de mim, mas eu sei que te quero. Isso é incontestável e não há nada que eu possa fazer a respeito disso.. 

 Me pego andando, ou lavando a louça, fazendo qualquer coisa rotineira, e de repente lembro de alguma conversa boba que tivemos, e passo o resto do dia pensando nisso, dou risada sozinha, fico na minha bolha lembrando de você. Lembrando apenas.
Eu poderia usar tanta coisa clichê. sei que poderia, mas a verdade, é que as coisas que você me faz sentir, não são coisas das quais eu esteja familiarizada. Você faz com que eu veja muito mais graça, cor e beleza em mim mesma do que eu jamais veria, se eu tivesse somente à mim. Graças à Deus agora tenho você.
Quer dizer, não posso dizer ter, porque na verdade, a gente nunca possui ninguém, mas acho que te tenho, porque certamente você me tem. 
Tem à mim por inteira, e conquistou tudo por mérito próprio.

 Uma coisa eu digo: conheci muito e acho que já vivi além da minha idade, e digo mais: nada do que eu havia vivido até então me preparou para o que eu viveria após a sua chegada. E não ligo que o começo tenha sido conturbado, e que até mesmo agora, tenhamos que nos esconder de muitos, eu disse e repito: Nós valemos a pena. Eu sei, e sei que você sabe disso.

Eu fiquei com medo de amar, de me entregar e me magoar, confesso. E depois de só viver com matizes de tons escuros por um pequeno período de tempo, eu meio que me conformei com o rumo da minha vida amorosa. Só que, pouco tempo depois de você aparecer, você simplesmente foi quebrando esses muros, sabe? Eu não tenho medo de estar apaixonada por você. Não tenho medo das coisas que você me faz sentir. Eu já me sentia cheia, porém talvez um pouco incompleta... Mas você.. Ah, você me faz transbordar.
Eu não consigo demostrar direito, sei disso. Gostaria de não ser melosa, ou clichê, ou mesmo brega, mas só consigo me expressar quando é por palavras, acho que já te disse isso.

Não consigo não ouvir Within Temptation e não sorrir porque sei que se você ouvir, vai lembrar de mim. 
Não consigo não olhar pra qualquer coisa de Pokémon sem lembrar de você.
E certamente ouvir "Livin' la vida loca"  sempre vai me trazer as melhores memórias sobre a sua coordenação com dança. Vai me fazer lembrar do seu espírito de competição, e vai me fazer rir, porque você joga pra valer, dá até raiva, mas depois quero rir loucamente de quão louco você parece.
Não consigo não pensar em você quando vejo qualquer menção à palavra "Narcisista" (culpa da Yasmin)
E, por mais que eu não crie expectativas de um futuro contigo, confesso que estou bastante satisfeita com nosso presente. É um presente pra mim. Obrigada por isso.

Aliás, obrigada por isso, e por tantas outras coisas que nem consigo enumerar.
Obrigada, principalmente por ajudar minha vida a andar pra frente, e me mostrar que não faz mal olhar pra trás de vez em quando, que o importante mesmo, é não voltar, e sim, seguir em frente.
O que quer que nos aguarde pra frente, não é da minha alçada, pois nada a mim pertence, mas espero permanecer como estou agora. Encantada, e indubitavelmente apaixonada por você.

Te quero por todos os hojes que você me quiser.
K <3

sábado, 15 de junho de 2013

Lapso de fofura

Quem é que vai entender porque as coisas acontecem de forma repentina, quando já não esperamos mais nada vindo de lugar nenhum? Quando tudo o que fazemos é viver um dia, e depois o outro e depois o outro. Desacreditados de qualquer espécie de mudança. Quando deixamos de acreditar no poder das palavras, no poder dos sentimentos, e quando finalmente já deixamos de procurar pelo o outro que nos complete.
Quando simplesmente nos desapegamos da ideia de que não necessitamos de alguém pra que nossa vida siga em frente, de repente aparece alguém, de forma tão inesperada, e muda tudo ao redor.

Depois das minhas tentativas frustradas, e paixões não correspondidas, e términos não mais tão traumáticos, eu decidi abraçar a aceitação de que esse negócio de relacionamento não era algo que deveria funcionar comigo, eu deixei essas esperanças de lado. Afinal, tenho só quase vinte anos. Minha vida tá começando agora, sabe? Então, eu deixei isso, esses sonhos de príncipe encantado e sapatinhos de cristal e maldições quebradas...
E acho que justamente por eu ter deixado isso de lado, o destino encontrou uma pequena fenda que eu havia esquecido de lacrar, e colocou no meu caminho alguém que finalmente parece estar disposto a caminhar comigo.

Eu sei, toda vez eu penso da mesma forma e quebro a cara. Mas acho que dessa vez vai funcionar.
Parece que nos conhecemos há tempos, mesmo que eu só conheça a pouco mais de seis meses. Nós funcionamos bem juntos.. Talvez tenha sido pelo fato de ele ter estado presente quando precisei. Quando não deu certo com o Anderson, e quando também não deu certo com o Isaías. Ele estava ali, como o amigo que eu precisava. "Calma Jenn, vai dar tudo certo" Ele dizia. "Não desiste ainda, não é porque você tem dedo podre e todos até o momento não deram certo por serem filhos da puta, que vai dar errado com todo mundo". De alguma forma, do jeito que ele colocava as coisas, parecia que tudo ficava mais claro e simples, porque, eu não manjo de sutilezas, e ele basicamente me disse "a vida funciona assim, assim, e assim".
Foi assim que ele se aproximou de mim. Não foi com interesse nos meus peitos, nem olhando pra minha bunda. Se aproximou de mim quando eu estava um caco, e foi tomando pedacinhos de mim aos poucos. Um trabalho muito bem-feito por parte dele (só acho). Hoje, ele é uma pessoa tão importante, mas tão importante pra mim, que me deixaria arrasada e reclusa se ele cogitasse sair da minha vida.

Nunca na minha vida, eu iria imaginar que o ajudar a comprar uma simples camiseta da Hering, terminaria num delicioso beijo roubado. O melhor beijo que já me roubaram.
Nunca na minha vida, eu imaginaria que sentiria medo por ele cogitar não me querer.  Nunca, imaginei que esse mesmo rapaz, me apareceria com um lindo buquê de rosas pra me buscar no trabalho, e me levar pra jantar. E menos ainda, que nesse mesmo jantar saísse o inusitado pedido. Assim mesmo, em alto e bom som. Nada escrito, nenhuma mensagem, foi dito face-a-face. "Você quer namorar comigo".
Nunca imaginei que eu me veria à beira das lágrimas e imensa satisfação de vida ao dizer "Sim!"

A verdade, é que a cada dia ele conquista um pouco mais de mim. Preciso da presença dele.
Preciso ouvir a voz dele. Preciso do abraço, do carinho, da atenção. É essa mesma a sensação de necessidade.
Ouvi uma vez uma frase que diz "Num relacionamento sempre tem um que gosta mais". Acho que estamos nivelados. HAHA mas que de certa forma, também acho que já estou mais do que envolvida.
Ele me achou. Perdida e caminhando sozinha. No meio do nada, da escuridão, ele encontrou meu pontinho de luz. Veio me aquecer. E me fazer esquecer todo o resto. É isso o que ele faz comigo.
Me faz esquecer quem sou, quantos anos tenho. Sinto que tenho dezesseis anos outra vez. Me sinto criança, me sinto amada, desejada, e querida. Não me sinto só um pedaço de carne.

E estou muito feliz por isso tudo.
pelas noites que durmo às quatro da manhã ouvindo sua voz, pelos sábados que eu o acordo às sete da manhã, e pelas noites que compartilho da sua companhia. Sua inteligência, seu sorriso.
Obrigada por nivelar os tons de cinza na minha vida que tava toda coisada, só funcionando em 2D.  Agora tudo tem densidade e intensidade e profundidade. Além do meu roxo habitual.

Obrigada por trazer todas esses cinquenta tons de Cinza pra minha vida <3
Cuide bem do meu coração já que tem um certo apreço por ele, ok?




terça-feira, 19 de março de 2013

I see you, but I can't feel you anymore

   Era noite, e eu andava pela rua, sem olhar para os lados, e pensava incessantemente "tomara que eu não o veja, tomara que eu não o veja", mas algo dentro de mim implorava pra que eu pudesse vê-lo outra vez.
   Com as mãos enfiadas no bolso do casaco de frio roxo, saia de pregas e sapatilhas eu andava em meio as poças na calçada, na cabeça baixa o capuz, e por incrível que pareça, não estava com os fones no ouvido.

   Não sei ao certo quanto tempo andei, mas algo, como se fosse uma voz, me disse pra olhar pro lado.
  Automaticamente eu o fiz, então lá estava ele. Do outro lado da rua, e haviam dois colegas ao seu lado. Não reconheci nenhum deles, mas ele eu reconheci instantaneamente. Estatura mediana alta, camisa preta, calça de sarja preta, o tenis preto, e a mochila nas costas. O cabelo bagunçado "provavelmente deve estar cheirando a Clear¹ ". Era o mesmo garoto, porém não mais um garoto.
   Parecia ter passado uma eternidade desde que percebi que ele estava do outro lado da rua. Tentei em vão me controlar, acelerei meus passos então entrei à primeira esquina a direita, e só pude esperar que ele não me visse. 
   Não estava nem um pouco preparada pra encará-lo outra vez. Já havia passado tanto tempo, e não nos despedimos um do outro. Após descobrir segredos enterrados  sob diversas camadas de mentiras, eu não havia encontrado um jeito de encará-lo. Não ainda.

   Me escondi numa banca de jornais imensa, entre livros e histórias fantásticas. Um lugar que me fazia bem, e esperei. Esperei que ele fosse embora. Achei que havia passado tempo suficiente, então talvez ele já tivesse ido, respirei fundo e me virei pra ir embora.
  E lá estava ele. Do meu lado, fingindo estar distraído, fingindo não me ver, quando eu sabia que ele só virara para aquele lado, e parara ali, justamente por minha causa.

  Só consegui prender o ar, com tamanho susto que levei, mas não disse nada.Virei para o outro lado, abaixei a cabeça, respirando de forma irregular, estava me preparando para ir embora, travando uma terrível batalha interna. A esse ponto, corria uma quantidade absurda de adrenalina pelo meu corpo "Falo com ele? Soco a cara dele, afinal, ele merece... Ignoro e continuo meu caminho? Deus o que eu faço?" Me vi fazendo uma prece silenciosa, esperando que minha resposta caísse do céu.
   Sempre fizemos esse jogo, ele finge que não quer falar comigo, porque toda vez é covarde e espera que eu vá atras, eu sempre fui a corajosa, e ao vê-lo caminhar para o sentido oposto ao meu, foi num impulso que  me vi dizendo: - Espere!-  eu pedi. Não disse gritando. Disse quase num sussurro. E pude sentir, mesmo que não pudesse ver, que ele havia soltado um sorriso, declarando-se vencedor outra vez desse desafio.

   - Eu sabia que você ia me chamar... - Ele disse, gabando-se do fato que toda vez perco, e eu o chamo. A iniciativa é sempre minha, não pergunte o porque.
   - Isso não tem graça, você sabe... - Eu não estava mais conseguindo pensar coerentemente. 
  Tanto tempo havia passado, e desde então muita coisa havia mudado em mim. Minha percepção de mundo, de sentimentos, de tudo, e naquele pequeno momento, parecia que o tempo não tinha passado coisa nenhuma. Parecia que eu era a mesma menina por trás da banca de açaí lendo furiosamente os belos poemas que havia recebido como depoimentos pelo orkut. Eu sorri sem perceber.
  - Então? Quer conversar? Faz um tempo que a gente não se fala, né? - Ele interrompeu meus pensamentos. 
    Não senti nenhum tom de sarcasmo em sua voz, ele me parecia um pouco aflito, parecia querer conversar comigo, e eu me vi na mesma situação querendo desesperadamente voltar a fazer parte da vida dele. "Como assim?? Ora bolas! Não depois de tudo o que passei, a humilhação a dor e o sofrimento... Não, voltar a fazer parte da vida dele é algo que definitivamente não quero pra mim. Quero mais que morra! que sofra! Que se foda!" Gritava meu consciente ciente de tudo que havia se passado entre nós.
    - Não sei se quero conversar com você. É estranho te ver depois de tudo.. você deve
imaginar o porquê, não? - Deixei todos os sentidos por trás da minha pergunta pra que ele entendesse.
    - Sim, eu imagino. Tá tudo bem com você? - Ele perguntou. Me parecia genuinamente interessado.
   - Poderia estar melhor... E você? - Eu, não sei se estava interessada, ou se fora somente uma resposta mecânica.
   - Eu estou muito bem! Melhor agora por te ver! - Um sorriso tímido se formou em seus lábios "lábios rosados, e macios, escorregando sobre os meus, deixando-me roçar a língua neles e traçando o desenho desse contorno perfeito". Corei quando me dei conta do rumo dos meus pensamentos, e baixei a cabeça, esperando que ele não percebesse. Eu ainda era tão fácil de ler. 
   - Volta comigo? - Despejou sem rodeios. Senti como se eu tivesse levado um murro no estômago, meu queixo caiu.
   - E sua namorada? - Só consegui pensar nisso. Que pergunta mais idiota de se fazer. Eu poderia jogar todas as acusações do mundo tipo "Pra que voltar? Pra continuar com a criação de chifres na minha cabeça?" ou "Porque? Já não riu de mim e me humilhou publicamente por tempo suficiente?" ou simplesmente "Não. Não quero, obrigada. Eu passo"... De tantas coisas que eu podia ter pensado, fui falar justo dela.
   - Não namoro mais. - Foi sua resposta. E percebi seu rosto ficando sombrio. Da mesma forma que ficava, das vezes que eu tirava sarro da sua ex-namorada ruiva.''Bem feito! tomara que ela tenha te metido muitas galhas'' pensei.
   - Comeu? - Soltei uma gostosa risada sarcástica.
   - Não é da sua conta. - Respondeu.
   - Ah... - Consegui suprimir um sorriso com essa resposta. - E então, você quer voltar comigo? - carreguei no sarcasmo - Não acho que seja sua escolha mais inteligente. E eu não quero você outra vez. - Consegui dizer em um folego só, pra que eu não perdesse a coragem.
   - Eu estou fadado a não fazer escolhas inteligentes, docinho. Eu realmente sinto sua falta.

   Eu não disse nada. Como poderia? Não depois de tudo! "nunca mais seremos a mesma coisa. nunca mais nos olharemos da mesma forma. A descoberta, a inocência... nunca mais".
   Comecei a caminhar, e senti dor física no peito. Eu quis tanto ouvi-lo dizer aquela pequena frase outra vez.
  Desejei tanto! Mas, quando esperei, ele não estava pedindo pra mim, e sim estava lá levando ela no cinema. Como eu poderia passar por cima dessa barreira, dessa parede que construi, e me tornar uma ponte pra ele? Não depois de tudo, e certamente não outra vez.
  Ainda estava em silêncio, e pude sentir os passos dele perto dos meus. Caminhava em direção à praia, olhando apenas para os meus pés..
  Me sentei num banco de concreto na orla da praia, e fiquei observando o mar. As imagens e lembranças passavam como borrão pela minha mente, as boas e as ruins. Mas principalmente as ruins.
  - Você tem noção de todas as coisas que eu abri mão por sua causa? E quando eu precisei de você, você simplesmente não estava mais lá. Tem noção de quanto essas coisas foram dolorosas e humilhantes? Achar que você era meu, quando na verdade, nunca foi? Tem noção de quantas coisas eu queria fazer agora, inclusive arrebentar você? Tem noção de quantas vezes me perguntei o que eu tinha feito de errado? - Eu estava gritando, e a dor jorrava através das minhas lágrimas. Tantas acusações apenas uma condenação. CULPADO. "Bastardo inútil e filho da puta egoísta que é. Quis que você morresse com um cano de ferro te atravessando pelo cú"
   Ele não disse nada, ficou apenas olhando o vazio por um tempo. O único som que se ouvia era o do mar, e a única luz era distante ao final da rua.
   Eu ainda chorava descontroladamente de ódio e pura ira "talvez agora eu pudesse usar aquele canivete e atravessar a garganta dele, ninguém saberia que fui eu"...
   - Lembra da história da folha branca com um pingo preto no meio?- Ele interrompeu o silêncio e meus pensamentos homicidas -  Onde as pessoas reparavam apenas no pingo negro no meio da folha, mas esqueceram que havia toda uma pagina em branco ao redor para ser escrita?- assenti com a cabeça, indicando que lembrava bem da história. Como também me lembrava de como me arrependi por deixá-lo voltar pra minha vida naquela época.
   - Deixa o ponto negro de lado e olha agora pra folha em branco... Por favor.- Prosseguiu, concluindo o que havia a dizer. Sua voz era suave e aveludada, exatamente como eu me lembrava. sussurrando na minha frente. Sim, ele estava com as mãos apoiadas no banco e olhava diretamente nos meus olhos.  "que saudade desses olhos brilhosos de avelã"...

  Me vi tentada outra vez, a esquecer toda aquela porcaria de bagagem que carregamos juntos durante todos esses anos, desde que nos conhecemos. Me vi tentada a apagar toda a dor da humilhação e do abandono, e naquele momento, eu só consegui enxergar o brilho dos olhos sonhadores que uma vez mais olhava pra mim como se eu fosse o que havia de mais precioso em sua vida. Que me olhava com ternura, e com amor incondicional. 
   Uma vez mais vi aquele olhar pra mim. 
  Vi a falha na sobrancelha, vi o corar da pele, senti seu hálito e respiração, vi de perto a maciez dos seus lábios molhados e sedutores me convidando a dar um beijo, senti a textura do cabelo liso sob os meus dedos, e o cheiro... Ah, aquele cheiro inconfundível, o cheiro do outro mundo, que me fazia esquecer todas as minhas quimeras e receios.
   Então, eu senti seu beijo. E seu toque. E seu suor. E seu amor.
   E aí, eu acordei.



segunda-feira, 11 de março de 2013

Deixo você ir...

Eu faria tudo, pra não te perder assim...
Mais um dia vem, e deixo você ir.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

te sinto

te sinto nesse beijo que não vem.
te sinto em sua ausencia.
te sinto no que resta desse amor.
te sinto em minha dor.

te sinto em pensamento.
te sinto nas lembranças.
te sinto em cada parte do meu corpo.
te sinto por inteiro...