"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Freedom


Quanto vale ser livre?


Hoje eu queria escrever sobre alguma coisa inteligente. Algo que não falasse de mim, mas não vou conseguir outra vez. kkk. Acho que me exponho muito quando escrevo no blog. Se bem que, as vezes eu não entendo alguma coisa no momento, mas quando escrevo, acabo resolvendo esses conflitos depois. Sempre acabo me achando mais sabia. Eu sou toda atrapalhada com tudo, sempre. Me atrapalho com as palavras, e principalmente quando preciso expressar alguma coisa, geralmente estrago tudo.

Enfim. Para mim, e pra quem lê meu blog, estamos cansados de me ver escrevendo sobre meu ex, que vira atual, que vira ex outra vez.. e bom...
Tenho algo a declarar.. Não sei como me sinto sobre isso.

Toda vez que terminamos, eu fico na bad, venho aqui, escrevo lindamente, falando de como estou curtindo minha fossa, etc. Digo à ele que ele está livre etc. etc.
Fato é, que sempre brigamos, eu digo "você está livre", mas sempre ficava com a esperança de que nós iríamos acabar voltando. Como se, nossa história não fosse o tipo de história que era pra ter fim. Nos conhecemos ainda pequenos, e muita coisa aconteceu conosco desde então. Nós terminávamos, mas eu sempre senti que não era um fim de fato. Eu nunca me sentia livre pra partir. Como se, eu desse a permissão à ele, mas eu não tivesse essa mesma liberdade.
Bem, claro que, até pouco tempo atrás, eu estava no escuro e não sabia de muita coisa que ele fez às minhas costas, então eu ficava esperando ele sentir minha falta, e voltar pra mim. Eu sabia que eu podia ser o porto seguro dele. Mas... eu vi que ele nunca ia ser o meu porto seguro.

Esse término, tem uma coisa em peculiar.
Eu sempre ligava, mandava sms, e-mails... essas coisas, pra ele lembrar de mim, tipo "ei, eu existo, to aqui, lembra?". Depois que descobri o que descobri, eu não me manifestei pra ele (não diretamente, só minhas indiretas no twitter.. kk). Faz um mês que não nos falamos. E eu não disse nada, não perguntei, ou questionei as razões dele, saber se era verdade ou mentira... Eu preferi fugir. Acho que eu sou fraca e não gostaria de ouvir o que ele teria a dizer. Fiquei muito magoada com tudo... outra vez.

E, feliz, ou infelizmente, eu não consigo mais pensar em nada de bom sobre ele. Antes era o contrario, sabe.. eu não lembrava de nada ruim. E agora.. Não lembro de nada bom. Nada construtivo. Muito pelo contrário,  de todos os 3 que eu tive, esse foi o relacionamento mais destrutivo da minha vida, e espero nunca ter outro igual.
Altos e baixos demais. Sempre fazendo eu me sentir menos do que eu sou.. enfim, coisas ruins de mais. E eu o tempo todo achando que precisava estar com ele a qualquer custo, e que tudo o que eu sofresse na mão dele seria pouco pro que eu fiz ele passar quando eramos jovens.

Mas, há pouco ele escreveu uma coisa bem interessante. O tempo modifica as pessoas, e graças a Deus eu mudei muito. E percebi que não sou culpada de porra nenhuma. E se hoje ele é como é, é porque foi fraco de encarar de frente seus próprios problemas. Assim como eu também demorei  a admitir que ele era um problema pra mim. Como uma droga, que me causou dependência, e sempre com graves crises de abstinência.

Então, finalmente eu percebi que acabou.
Quando ela me disse "Eu??? Não, eu nunca fiquei com o Bruno, quem ficou com ele foi minha irmã". Eu senti no fundo de mim alguma coisa se quebrando.
Quando ela me disse também "Jenn, você é uma otária. Você sabia que ele deixou de te ver, pra ir no cinema com a menina, lá em Santos?"...
E quando re-li todas as declarações..... Não senti mais nada dentro de mim.
Só um vazio. Antes, eu sentiria raiva, iria querer os remédios, a psicologa outra vez, os cortes... Mas dessa vez não. Eu nem chorei.
Não corri pros braços de ninguém pra suportar a solidão... Eu só queria sentir Deus, sentir que não estava só.

Então, relendo as declarações, encontrei aquela que coloquei na ultima postagem, e sim, ele é a mesma pessoa... por mais que não pareça.. Não sei se a resposta que ele escreveu no blog dele foi pra mim, e nem vou poder reler porque ele já apagou... Mas... dessa vez, com todas as palavras ele disse que sou livre.
Que me liberta, e que posso voar.

Eu não sei como me sinto sobre isso...
Tudo o que eu mais queria agora, era poder agradecer imensamente.
Eu quase posso ouvir o sons das algemas que me prendiam à ele caírem soltas no chão...
É uma sensação estranha.. saber que sou livre pra voar. Passei tanto tempo presa, que estou com medo. Não queria ser libertada... Talvez seja uma coisa boa estar livre... Mas estou com medo do preço a pagar por essa "liberdade".

Mas, de todo o modo...
Muito obrigada por me libertar.
Finalmente vou poder voar, outra vez.


Boa noite.

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