"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

sábado, 15 de dezembro de 2012

Eu vou sobreviver

No início eu tive medo, fiquei paralisada.
Fiquei pensando que nunca conseguiria viver sem você ao meu lado.
Mas então eu passei muitas noites pensando como você me fez mal...

E eu me fortaleci
E eu aprendi como me arranjar
E então você reaparece do nada
Bastou eu entrar para encontrar você aqui
Com aquela aparência triste no seu rosto

Eu devia ter mudado a droga da fechadura
Eu devia ter feito você deixar sua chave
Se eu soubesse, apenas por um segundo
Que você voltaria para me incomodar

Bem, agora vá!
Saia pela porta!
Simplesmente dê meia volta agora
Porque você não é mais bem-vindo

Não foi você quem tentou me machucar com o adeus?
Você pensou que eu me rasgaria em pedaços?
Você pensou que eu deitaria e morreria?
 Oh não, eu não!
Eu vou sobreviver!

Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho meu amor todo para dar
E eu vou sobreviver!

Foi preciso toda a força que eu tinha para não cair em pedaços
E tentando duramente remendar os pedaços do meu coração partido
E eu passei muitas noites só sentindo pena de mim mesma

Eu costumava chorar
Mas agora eu mantenho minha cabeça bem erguida
 E você vai me ver, como um novo alguém
Não sou aquela pessoinha acorrentada
Ainda apaixonada por você

 E então você teve vontade de fazer uma visita
E só me espera pra ser livre
Agora estou guardando todo meu amor para alguém que me ame

Vá, agora vá! Saia pela porta!
Simplesmente dê meia volta agora
Porque você não é mais bem-vindo
Não foi você quem tentou me machucar com o adeus?
Você pensou que eu me rasgaria em pedaços?
Você pensou que eu deitaria e morreria?
 Oh não, eu não! Eu vou sobreviver!

Enquanto eu souber como amar
Eu sei que permanecerei viva
Eu tenho minha vida toda para viver
Eu tenho meu amor todo para dar
E eu vou sobreviver.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Freedom


Quanto vale ser livre?


Hoje eu queria escrever sobre alguma coisa inteligente. Algo que não falasse de mim, mas não vou conseguir outra vez. kkk. Acho que me exponho muito quando escrevo no blog. Se bem que, as vezes eu não entendo alguma coisa no momento, mas quando escrevo, acabo resolvendo esses conflitos depois. Sempre acabo me achando mais sabia. Eu sou toda atrapalhada com tudo, sempre. Me atrapalho com as palavras, e principalmente quando preciso expressar alguma coisa, geralmente estrago tudo.

Enfim. Para mim, e pra quem lê meu blog, estamos cansados de me ver escrevendo sobre meu ex, que vira atual, que vira ex outra vez.. e bom...
Tenho algo a declarar.. Não sei como me sinto sobre isso.

Toda vez que terminamos, eu fico na bad, venho aqui, escrevo lindamente, falando de como estou curtindo minha fossa, etc. Digo à ele que ele está livre etc. etc.
Fato é, que sempre brigamos, eu digo "você está livre", mas sempre ficava com a esperança de que nós iríamos acabar voltando. Como se, nossa história não fosse o tipo de história que era pra ter fim. Nos conhecemos ainda pequenos, e muita coisa aconteceu conosco desde então. Nós terminávamos, mas eu sempre senti que não era um fim de fato. Eu nunca me sentia livre pra partir. Como se, eu desse a permissão à ele, mas eu não tivesse essa mesma liberdade.
Bem, claro que, até pouco tempo atrás, eu estava no escuro e não sabia de muita coisa que ele fez às minhas costas, então eu ficava esperando ele sentir minha falta, e voltar pra mim. Eu sabia que eu podia ser o porto seguro dele. Mas... eu vi que ele nunca ia ser o meu porto seguro.

Esse término, tem uma coisa em peculiar.
Eu sempre ligava, mandava sms, e-mails... essas coisas, pra ele lembrar de mim, tipo "ei, eu existo, to aqui, lembra?". Depois que descobri o que descobri, eu não me manifestei pra ele (não diretamente, só minhas indiretas no twitter.. kk). Faz um mês que não nos falamos. E eu não disse nada, não perguntei, ou questionei as razões dele, saber se era verdade ou mentira... Eu preferi fugir. Acho que eu sou fraca e não gostaria de ouvir o que ele teria a dizer. Fiquei muito magoada com tudo... outra vez.

E, feliz, ou infelizmente, eu não consigo mais pensar em nada de bom sobre ele. Antes era o contrario, sabe.. eu não lembrava de nada ruim. E agora.. Não lembro de nada bom. Nada construtivo. Muito pelo contrário,  de todos os 3 que eu tive, esse foi o relacionamento mais destrutivo da minha vida, e espero nunca ter outro igual.
Altos e baixos demais. Sempre fazendo eu me sentir menos do que eu sou.. enfim, coisas ruins de mais. E eu o tempo todo achando que precisava estar com ele a qualquer custo, e que tudo o que eu sofresse na mão dele seria pouco pro que eu fiz ele passar quando eramos jovens.

Mas, há pouco ele escreveu uma coisa bem interessante. O tempo modifica as pessoas, e graças a Deus eu mudei muito. E percebi que não sou culpada de porra nenhuma. E se hoje ele é como é, é porque foi fraco de encarar de frente seus próprios problemas. Assim como eu também demorei  a admitir que ele era um problema pra mim. Como uma droga, que me causou dependência, e sempre com graves crises de abstinência.

Então, finalmente eu percebi que acabou.
Quando ela me disse "Eu??? Não, eu nunca fiquei com o Bruno, quem ficou com ele foi minha irmã". Eu senti no fundo de mim alguma coisa se quebrando.
Quando ela me disse também "Jenn, você é uma otária. Você sabia que ele deixou de te ver, pra ir no cinema com a menina, lá em Santos?"...
E quando re-li todas as declarações..... Não senti mais nada dentro de mim.
Só um vazio. Antes, eu sentiria raiva, iria querer os remédios, a psicologa outra vez, os cortes... Mas dessa vez não. Eu nem chorei.
Não corri pros braços de ninguém pra suportar a solidão... Eu só queria sentir Deus, sentir que não estava só.

Então, relendo as declarações, encontrei aquela que coloquei na ultima postagem, e sim, ele é a mesma pessoa... por mais que não pareça.. Não sei se a resposta que ele escreveu no blog dele foi pra mim, e nem vou poder reler porque ele já apagou... Mas... dessa vez, com todas as palavras ele disse que sou livre.
Que me liberta, e que posso voar.

Eu não sei como me sinto sobre isso...
Tudo o que eu mais queria agora, era poder agradecer imensamente.
Eu quase posso ouvir o sons das algemas que me prendiam à ele caírem soltas no chão...
É uma sensação estranha.. saber que sou livre pra voar. Passei tanto tempo presa, que estou com medo. Não queria ser libertada... Talvez seja uma coisa boa estar livre... Mas estou com medo do preço a pagar por essa "liberdade".

Mas, de todo o modo...
Muito obrigada por me libertar.
Finalmente vou poder voar, outra vez.


Boa noite.

domingo, 9 de dezembro de 2012

05 de maio de 2011

em - Orkut.



Namorado ON (X) OFF ( )

 Amor preciso dizer isso: Descobri que você é muito importante pra mim, melhor você é tudo pra mim, um ser definitivo na minha vida.
 Não há nada que possa ou deva alterar isso, porque no fim somos apenas UM e desse ‘um’ nada se divide.
 Preciso de você sempre, e esse precisar não pode acabar.
 Eu te quero como amiga, namorada a amante e inclusive a mulher, com quem pretendo e quero ter filhos e dividir as dividas da nossa casa.
 Não tenho duvidas de mais nada, apenas a certeza de que Deus realmente nos quer junto, porque se não foi ele não foi mais ninguém.
 Ele é o nosso destino e talvez seja isso que eu realmente tenha que acreditar.
 Pois só contigo me sinto bem, alegre, contente, vivo, e se for essa a vontade de Deus para as pessoas que o amam e o seguem, então é isso que existe quando estou contigo.
 E se por um acaso eu sair do caminho certo, irei sofrer as lamentações de quem perde algo extremamente valioso. Não há nada entre nós, apenas o ar que dividimos ao respirar.
 É a nossa canção, a única que iremos cantar.
 Te amo e isto servirá para sempre.

Namorado ON ( ) OFF (X)

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É uma pena saber que, mesmo quando me escreveu isso.. mentia pra mim, e traía toda a confiança que coloquei em cima dos nossos sonhos.
Vou te culpar pra sempre por isso.
Foi você quem estragou tudo. Sempre. Quando corria atrás da Débora, quando me traiu com a Viviane.
Foi você. não foi minha carta. Só você.
E a pior parte, é que, eu sinto essa falta. Sinto a falta desse namorado que me escreveu isso. Esse eu sinto falta. Esse eu amei mais do que a mim, mais do que à minha alma. Foi por esse amor que me arrisquei a ir ao inferno e buscar. Procurei te salvar. Te salvar de você.
Procurei ser teu riso, na inocencia. Procurei te amar com todos os seus transtornos e desvios.
Eu de fato te amei.

Mas acho que.. Não amo mais. Talvez ame.
Mas eu me amo mais.


domingo, 18 de novembro de 2012

O poder das lembranças

Memória, sem duvida é uma das coisas mais filhas da puta que o ser humano possui.
Acho uma senhora sacanagem isso. Não, quer dizer, acho que em partes possuir memórias é uma sacanagem. Mas acho que a sacanagem maior, é a gente não poder se libertar dessas memórias/ lembranças. E dai que entra a parte da filha-da-putagem. 

Porque cada memória está atrelada a uma sensação. Como nos sentimos em relação ao que aconteceu. E quanto mais forte é o que sentimos em relação a uma especifica memoria, mais essa lembrança tende a foder nossa cabeça, surgindo no nosso pensamento nos piores e mais inoportunos momentos possíveis.

Hoje mesmo, estava eu, super entusiasmada, a ler Êxtase (ou Rapture, que é o 5° livro da série Fallen), quando por uma infelicidade da vida, resolvi entrar no face. Ok que eu poderia ter tido aqueles 5 minutos de conversa com minha Soul Sister outro momento, mas hoje... Isso foi cruel. 
No livro, acaba meio que se baseando nas memórias da Luce, que está em busca de descobrir quem ela é. E descobrir quem ela é, a leva em direção a reviver suas vidas passadas atrás de informações. 
Bem diferente de Lucinda Price que tentava desesperadamente relembrar de tudo que viveu em suas existências, e que por um milagre divino não se lembra mais, cá estou eu tentando me libertar das minhas memórias... minhas lembranças.
Minhas lembranças me atormentam, e toda vez deixam um gosto amargo na minha boca.

Sabe, eu sou muito sortuda pelas amigas que tenho. Sei que sempre que eu precisar de alguem pra me esfregar todas as verdades que eu preciso na minha cara, eu sei que cá estarão elas a fazer eu cheirar a merda na qual estou pisando. Mas acho que tanta verdade jogada na minha cara, não sei se consigo lidar da forma que elas esperam.
Eu cresci acreditando nos contos de fadas, e pra mim não caiu a ficha que isso não existe. E toda vez eu fico sem chão, e toda vez eu aceito e cometo a mesma burrada fazendo sempre a mesma escolha estúpida. Parece que, quando se trata de escolher um caminho referente a um certo alguém, minhas memórias ruins simplesmente desaparecem, e me fazem lembrar só das coisas boas. O cheiro, o calor, o arrepio, a sensação de que nossos corpos foram perfeitamente desenhados um para o outro.. enfim, dezenas de boas lembranças voltam, apagando todas as coisas ruins, e me induzindo a escolher sempre pela estupidez, sempre me fodendo.

Enfim... A questão, é que hoje, minha SoulSis veio me jogar umas senhoras verdades na minha cara, e junto com as verdades, ela me trouxe todas as piores memorias que eu tenho. todas elas.
Por isso cheguei a essa conclusão...

A memória, não é uma dádiva. Não é uma benção. Não quando não se pode apagar.
A memória, as lembranças são uma maldição. Principalmente quando se ama. Essa é a verdade.

E perdi o raciocinio. Boa noite.

sábado, 3 de novembro de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

It was just a dream

Eu disse antes de ir dormir, que se ele não me acordasse no dia seguinte antes de ele ir trabalhar para se despedir de mim não voltaria lá nunca mais. Claro que era uma brincadeira, ele não tinha obrigação nenhuma de se despedir, ou qualquer coisa do tipo.
Já havia sido gentil de mais comigo, me cedido seu tempo e seu espaço.. Imagina se ele deveria se incomodar em se despedir... Mas ainda assim fiz o pedido, na brincadeira (aquelas que a gente faz na inocência, mas que é a verdade mascarada, sabe?)

Antes de ir dormir, deixei um bilhete agradecendo pela estadia por lá, da mesma forma que fiz da outra vez.
Deitei, e em pouco tempo adormeci.
Estava sonhando, e era bom sonhar. Depois de duas semanas encarando problemas e fracassos, e trabalho e estudo, estive tão sobrecarregada que não sonhava mais. Mas aquela noite foi tranquila, e sonhei. Dormi bem...

Mas em algum momento, nem eu entendi direito, aquele sonho foi se tornando real, e eu ouvia ao longe meu nome soar com uma voz bem conhecida..
"ei, acorde...Lilly, acorde..." Então senti um toque leve no braço, e outra vez a voz masculina chamou pelo meu nome.

Aos poucos fui tomando consciência de que não era sonho, e abri os olhos.
Ele estava sentado na cama, com a mão esquerda pousada sobre meu ombro, e um sorriso lindo estampado no rosto.
Eu devia estar um bagaço. Quando olhei para aquele sorriso lindo e aparelhado, esqueci até mesmo como respirava.
Claro que eu tinha uma queda por ele, e ele sabia. Até dizia ser recíproco. Mas ficou aquelas da zona de amizade, porque nem poderia rolar nada entre os dois.  Minha pele era clara, então logo senti o rubor conhecido tomar minhas bochechas.

"Bom dia, Isaac. falei que eu iria acordar.." soltei, junto com um sorriso tímido "que horas são?"
"São 05:45... e eu falei que acordaria cedo." respondeu.

As pessoas na casa ainda dormiam, e além do frio, também chovia. Sem dúvida, eles demorariam para acordar.
Eu tenho uma mania engraçada, e muita gente pode rir. A noite, antes de dormir, após escovar os dentes, eu durmo chupando bala. (Halls, para ser precisa). Naquela noite, fui dormir bem tarde com a bala, e por algum milagre, ao acordar minha bala ainda existia, apesar de estar bem pequena. O que ajudou muito para que eu pudesse conversar com ele, sem o "bafo" matinal.

Sentei ao lado dele na cama e voltamos a conversar... Falamos sobre os amigos, e comidas, e sobre passeios, e rimos bastante... mas baixinho, para que não acordasse a casa inteira.
"e minhas meias que não acho...?" ele perguntei, e eu ri.
"Bom, ontem sua mãe deixou todas as suas roupas separadas lá na cozinha. Porque não vê se suas meias estão lá?" rebati a pergunta.
"Aquelas estão furadas... Não vou trabalhar com meias furadas!", e abrindo a gaveta, começou a procurar um par de meias às cegas, sim, porque a luz do quarto estava apagada.
"Deixa de ser burro! fecha a porta e acende a luz, né?" Disse eu.
Ele rindo baixinho, acatou à minha ideia, e então começamos a procurar por um par de meias que fosse o certo, e estivesse em bom estado.

"Falando a verdade agora... Todas aquelas coisas que conversamos, eram brincadeiras, né?" disse em baixo tom de voz.
"O que..? Como assim".
"É tipo... eu e você.. e tals.." fui ficando vermelha outra vez.
Ele parou um pouco, e ficou olhando o nada, e isso foi me deixando nervosa. então comecei a rir. Muito minha cara fazer isso.
"Não, não falei brincando. Mas a história é outro, e é bem complicada, você sabe da minha situação, então.. por favor, esquece isso, tá?". Foi sua resposta. E me emudeceu. De repente comecei a sufocar, sabia que minhas lágrimas em pouco chegariam. É horrível ser rejeitada. Pelo menos pra mim, que não tenho hábito de tocar nesses assuntos. De tão constrangida, comecei a rir.
Ele riu também.
"Ok, não tocarei mais nesse assunto." eu disse.
E o silêncio desagradável reinou. Eu não conseguia dizer mais nada, e ele pelo visto, parecia tão constrangido quanto eu.
...

"São O6:45, preciso ir. Entro no trabalho às O7:30." ele disse, após dar uma olhada no relógio. Meneei com a cabeça, dizendo que entendia.
Ele abriu seus braços, me chamando pra um abraço, que aceitei de bom grado.
Seu perfume invadiu minhas narinas me deixando zonza. Era tão bom e aconchegante. E de repente senti sua mão alisando minhas costas, sobre a camisa de cetim que eu usava. Tentei me soltar do abraço, mas ele não afrouxava seu abraço de urso. então me conformei, e fiquei ali quietinha.
Quando me soltou, finalizou com um beijo demorado na minha bochecha. Que foi seguido por outro beijo, na outra bochecha. que foi seguido por um beijo demorado no canto da minha boca. Meu coração começou a bater com a velocidade de um veículo de fórmula um.
Então ele me encarou, e ficamos testa-a-testa um com o outro.
Não sei se foi o impulso, ou o que pode ter sido. me aproximei um pouco, ele me imitou. Nossas bocas ficaram a milímetros de distancia, e se tocaram.

Seus lábios eram macios, e escorregavam. O beijo era doce, e misturava meu halls com o gosto da pasta de dente na boca dele. Era lento, tal qual vemos em filmes românticos. Não havia pressa. Tínhamos pouco tempo, mas esse tinha que ser bem aproveitado.
Então acabou. Tal qual o ritmo do beijo, o mesmo foi acabando. Lentamente.
Os lábios se separaram, e os dois novamente com as testas coladas e cabeça baixa sentiram seus rostos ruborizando.

E subitamente ele levantou da cama, ficando de pé, ainda com a cabeça baixa.
Ele se levantou tão rápido, que tive pouquissimo tempo para assimilar o que acabara de acontecer.
fiquei de olhos fechados, ainda lembrando da sensação do beijo, e também do que ele acabar de me pedir (que não tocasse mais "naquele" assunto). Estavamos ambos em choque e envergonhados.
Me levantou, e deu outro abraço apertado no rapaz. "não precisa se envergonhar. Não vou contar a ninguem".  Sussurrei em seu ouvido, e ele riu ao ouvir as minhas palavras.
soltamos o abraço, e ele saiu porta afora, levando consigo as chaves da moto e o capacete, enfrentando a chuva no caminho para o trabalho, deixando-me ali, parada ao pé da porta, remoendo toda a situação.

Deitei outra vez, e encolhida e coberta na cama, fiquei refazendo mentalmente tudo o que acontecera...
Quando um barulho estrondoso do lado de fora me assustou, e percebi, que tudo fora apenas um sonho. E aquele era o barulho da moto dele partindo.
Nada daquilo acontecera, e ele não viera me acordar.
Então, soube, que não voltaria lá outra vez. Fui embora, e tentei não pensar mais naquilo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A carta de 01 de março

Somewhere over the rainbow, 01 de março de 1929
     Hoje queria poder ter-lhe dito o quanto senti sua falta.
     A saudade e o sentimento continuaram igualmente fortes e presentes em mim, o desejo ardente de poder tomar-te outra vez em meus braços.
     Entretanto, isso tem causado em mim uma constante relação de amor e ódio quando me refiro à você.
     Tem horas,meu querido, que sinto vontade de atirar um facão sob a mira de tua cabeça, decepando-a de seu corpo, por preferir ver-te morto, do que ao lado de outra. Ao mesmo tempo, sinto a imensa vontade e necessidade de atirar-me em seus braços, encher-te de beijos e sufocar-te com todo esse meu amor doentio, que custa a deixar-me dormir em paz, nessa ausência e a falta que tens me feito.
     Ao ver-te com outra, meu coração dói, e me sobem as lágrimas aos olhos.
     Ah, quem dera um dia, que meus olhos pudessem contemplar seu sofrimento e que viesse eu a causar a ela todos os males imagináveis. As vezes ao ver-te junto dela sinto vontade de fazê-la sofrer lentamente, fazê-la agonizar de dor, até pedir para que chegue a morte e a leve, como estive eu a ponto de pedir que levasse a mim.
     Arrancaria na navalha seu couro cabeludo com prazer, e me deliciaria em gargalhadas ao ouvir seus gritos de dor, e arrancaria-lhe os membros a machadadas, um por um; a começar pelos dedinhos do pé; depois arrancaria seus olhos e sua língua, completando minha obra de arte por ateá-la fogo. Seu corpo estaria adormecido pela dor, mas então eu sentiria o cheiro da carne queimada e veria sua pele destruída, então teria certeza de que ela jamais nos separaria outra vez. E far-lhe-ia assistir a toda a cena, para que a mesma pudesse provar-te o quanto é louco e puramente sincero o que sinto por você. E que ninguém pode tê-lo senão eu.
     Pode ser que eu sinta inveja da sua amada, sei, portanto, que não é para menos. Ora, a moça possui em mãos aquilo que mais desejo e almejo possuir em vida. Seu coração.
     Quem me dera tê-lo todo para mim... Por isso, não me envergonho. Eu sinto, e só eu saberei. Mais ninguém.
     Entretanto, apesar de desejar à sua amada tamanho mal, quero ver-te feliz ainda assim, sabendo que não me amas, e que apenas usou de meus sentimentos para satisfazer a teus prazeres, ainda assim quero tua felicidade. Então contento-me apenas a desejar ardentemente que sua amada o magoe.
     E que magoe de maneira tão profunda que vnhas a pedir e implorar pela morte, tal qual fizeste tu comigo, e com os meus sentimentos.
     Então eu riria da sua face. Pois depois de todo o seu sofrimento, você saberia que estaria aqui pra você. Então eu cuidaria das suas feridas e você me amaria.
     O sofrimento seria merecido, mas eu, e somente eu, seria a sua recompensa...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Allie e Noah

Noah: você poderia apenas ficar comigo?

Allie:
Ficar com você? Pra quê? Olhe pra nós, já estamos brigando!

Noah: Mas isso é o que nós fazemos! Nós brigamos! Você diz que eu estou sendo um arrogante filho da puta, e eu te digo que você está sendo um pé no
saco... O que você é 99% do tempo. Eu não tenho medo de ferir seus
sentimentos, porque depois de dois segundos, você voltará a ser um pé no saco.


Allie: Então o que?

Noah: Então não será fácil, será muito difícil. E nós teremos que trabalhar nisso todos os dias, mas eu quero isso, por que eu quero você. Eu quero tudo de você, prα sempre, eu e você, todos os diαs. Você fαriα umα coisα por mim? Por favor? Só imagine α suα vidα prα mim? Dαqui α 30, 40 αnos, como elα se pαrece? Se for com αquele cαrα, então vá. Vá! Eu te perdi umα vez, eu αcho que eu posso perder de novo se eu pensαr que é isso que você reαlmente quer. Mαs não use o jeito mαis fácil de sαir dessa.

Allie: Que jeito mαis fácil? Não existe jeito mαis fácil! Não importα o que eu fαçα, αlguém se mαchucα.

....

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I believe that, somehow, someday, we'll have our second chance, ok?
Don't give up on us yet.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

I set you free

Tenho passado por algum dos lugares onde costumávamos ir juntos, vendo as mesmas paisagens, vez o outra o mesmo cheiro de grama recém-cortada, ou a extensão gigantesca do rio de Bertioga logo ali, perto do meu trabalho vez ou outra sinto o cheiro de amaciante que sempre fica na sua roupa, ou o cheiro de água salgada misturada com areia da praia e partículas que se desprendem das rochas onde as ondas batem incessantemente, sem nunca encontrar uma passagem ou um desvio. Até mesmo quando vou no carrinho de lanches da tia e sinto o cheiro de bacon fritando na chapa, no meu período de espera pelo suculento x-bacon salada...
Tantas coisas me lembram de você e quase me parece que uma vida inteira foi passada do seu lado. E lembro novamente, que tudo isso ocorreu em um pequeníssimo espaço de tempo. Apenas dois anos. Tempo tão curto, que gravou na minha cabeça dezenas de coisas que não consigo esquecer.
Gravou as promessas que fizemos um ao outro, e que foram nada, a não ser palavras ditas num momento de euforia e contentamento, tão passageiro quanto o movimento de rotação que faz a terra mudar o dia para a noite.

Na verdade, cheguei a conclusão de que muita coisa provável e obviamente foi em vão: As renúncias, aceitações, entregas, imposições, o sentimento em si, de nada valeu nem sequer lutar por ele.
Pois no final, cá estou eu novamente a segurar a ponta do elástico que você soltou, sem se importar se iria me machucar ou não. Me agarro de forma louca e descontrolada a esse sentimento, e me vejo no seu portão gritando seu nome, implorando pelas migalhas de atenção que antes eu recebia sem esforço algum, e nunca precisei dividir.
Hoje luto para permanecer em algum cantinho do seu coração, que a tanto custo divido com seus outros amores, paixões e todos os outros fantasmas dentro de você, a vejo, que não pertenço mais a você...Que o sentimento não é recíproco, e que não há mais nada que te prenda a mim.
Olhar no espelho causa-me repulsa, uma figura amarelada, esquelética, e cheia de marcas no corpo, no coração e na alma. Olho para mim, e pergunto de onde saiu esse monstrinho que está tomando o lugar do meu eu, que não ri, não come, não sai, ou conversa...

Vejo o quão insignificante é tudo isso, quando aqui estou eu, pesando 50kg., enfraquecendo um pouco mais a cada dia, enquanto você fortalece seu corpo para exibir à outras, e rir daquilo que sinto.
É, talvez isso tudo tenha me levado a um ponto de loucura que eu jamais imaginei que chegaria, o ponto em que desisti da minha vida, e que por algum milagre divino não aconteceu. Me esborrachei, machuquei, magoei. E pra que? Pra te ver viver e ser feliz enquanto meu corpo apodrecia num caixão, sem que houvesse uma lágrima sua de tristeza a ser derramada para mim.

Já que é para ser insignificante a esse ponto, renuncio a esse amor, ou sentimento, seja lá o que for isso...Te prendi, pressionei, controlei, machuquei, pois foi essa a forma que você me ensinou a amar. Deixei o medo de te perder, e a insegurança me dominar.. Se um dia eu deixasse você livre, você voaria, e não voltaria mais. Viu como sei prever o futuro? Desculpe por ter sido egoísta, e ter acreditado que seu amor por mim jamais acabaria.

Eu criei aquele costume de me imaginar velinha e cheia de rugas numa cadeira de balanço do seu lado, e sinto falta desse conto de fadas que repetia incessantemente para mim. O meu "happily ever after". Achei mesmo que poderia te fazer feliz, mas acabou que esse meu amor todo torto que você tanto desejou e "sempre quis", não é e provavelmente nunca foi suficiente. Paciência...

Em um domingo quente pela manhã, nós dois ouvimos dizer que "O sentimentos que é verdadeiro permanece no coração, passe o tempo que passar". Acabou que agora percebi o quão não-verdadeiro era o que sentíamos. Pelo menos não era verdadeiro o suficiente para manter0nos unidos.
Deixo aqui meu apelo ao tempo, ou à Deus, ou a qualquer um que possa me curar dessa doença que se criou em mim de tanto querer você, e que esse mesmo me ensine a te esquecer, e acreditar novamente no amor, do tipo mais puro, insensato e intenso que senti em cada segundo que passei com você.
(...)

Imaginei toda uma vida ao seu lado, onde estive contigo até seu último instante de vida, e esperei para te reencontrar novamente como sempre fizemos, do outro lado, em outra vida, no inferno, ou no Céu...
Então agora vejo todo meu sonho lindo e meu amor desmoronar, e sinto-me obrigada a te libertar. É...

Eu te liberto. Do meu amor, te liberto dos meus sonhos. Te liberto das promessas. Te liberto de fazer parte da minha vida.
Chegou a minha hora de te deixar partir. Você está livre, e não precisa mais voltar.

Eu vou encontrar em algum momento meu caminho de retorno, e a base que havia em mim antes de você aparecer. Eu vou viver, eu vou seguir em frente, sem você dessa vez.
Só desisti por não ter mais condições de acreditar num amor, ou sentimento, que não existe mais. Aquele que nos envolvia na fumaça de felicidade, e que chegava perto da perfeição.
Não sei se sei amar assim. Meu amor machuca, à você, e à mim.
Então por isso... I set you free.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Enquanto eu respirar..

Bom, a gente nunca sabe quando alguma coisa vai ser pra sempre e quando vai de fato acabar..
A verdade é que independente de ter acabado qualquer coisa ou não, o nosso aprendizado, e nossas lembranças jamais podem ser deixadas de lado. Afinal, são essas as experiências que nos formaram quem somos. Se amadurecemos ou não... Entende?
Então, se houveram momentos especiais, não temos que querer apagar da nossa memória, fingindo que nenhuma história foi escrita.
Se houve ponto final, é um pena.. Feche o livro, guarde em uma estante, e leia SEMPRE que sentir vontade.. Ame o livro, ame a história vivida, é parte de quem você é... Respire fundo, e comece a escrever outra história.

Eu ainda não sei se quero escrever histórias por enquanto..
Ainda quero esperar a tinta fresca secar nesse livro em aberto.. Preciso saber que rumo tornaram meus personagens.. se ficam juntos, e esse era só um "ponto, e na outra linha parágrafo", ou se de fato era o ponto final que tanto fujo de usar.

É difícil por ponto final nas coisas...
Coisas que te fizeram bem, te fizeram rir..
É engraçado que quando vai chegando perto de um final, as coisas que te fizeram um dia se sentir mal, parecem nada perto de o que pode acontecer se houver um ponto final de fato.

Porque, é nessa hora que percebemos, que pode não haver mais uma briga pelo fato de um jogo de pingue-pongue ser mais importante que um abraço seu...
Não haver mais brigas por ciúmes besta de novas amiguinhas ou ex-namoradas, porque vocês não estarão mais juntos, e vai ter de entender que em momento algum o outro foi seu, e ele estava com você porque realmente queria...
Que falar do tamanho da sua testa, ou da sua lerdeza para entender piadas, nada mais era do que uma forma de ele expressar que prestava atenção em cada pedacinho de você, fosse fisicamente ou na sua personalidade...E que fazia pra irritar, porque sabia que depois só ele poderia acalmar sua birra de criança boba...

Na hora de colocar o ponto final de fato, você se pergunta, e repergunta dezenas de vezes se tudo o que fez foi certo, ou se foi em vão... Se estar junto, aguentar a caçoada, pessoas que se afastaram, ignorar pessoas que diziam que não ia dar certo... Quando chega esse momento, a pior parte, é quando os outros te dizem "te avisei", e você no fundo da sua alma sabia que não era pra história acabar, e mesmo que não precisasse provar nada, você realmente queria provar que eles estavamtodos errados., e que só pra variar, essa história seria diferente...

Na hora de encarar o ponto final, as pequenas coisas começam a passar aquela dorzinha lá no fundo do nosso coração.
Dai, a gente começa a lembrar, que não vai ter mais aquela pessoa que vai ficar falando com você por horas no telefone quando não tiver mais nada pra fazer..
E que aquela voz tão familiar não vai mais te falar aquele lindo "eu te amo".
As mãos não tocarão mais as suas, nem aquele abraço que parecia ser feito sob medida, vai ser sentido outra vez.
O beijo quente ficará esquecido sob os lábios que posteriormente beijarão outros que não sejam os seus. E todo o carinho e as caricias que seriam um dia destinadas a você, pertencerão à outra pessoa.
E quando percebe-se tudo o que não acontecerá mais, passamos para o próximo passo masoquista: revirar as cartas, e a trilha sonora sob qual foi escrita seu tão lindo livro de romance. As músicas para as desavenças, os barracos na faculdade, os abraços e amassos calorosos sob o telhado daquela velha casa perto da escola... Da cumplicidade que havia na volta pra casa e do cafuné lá no fundo do ônibus quando você estava dormindo, mas ainda assim sentia.
Olhar para os pequenos ursos de pelúcia na sua cama, e não lembrar da felicidade ao recebê-los no seu aniversário ou no dia dos namorados e de como foram cumplices da sua solidão e receberam abraços seus quando você queria abraçar ele.
E então, olhar as fotos. As provas mais vivas de que de fato coisas boas aconteceram. Que os sorrisos registrados não eram falsos, e que havia uma história linda por trás deles.
É difícil lembrar dessas coisas e não chorar.
(Talvez eu tenha amadurecido, ou talvez só esteja reprimindo isso dentro de mim, porque desde que comecei esse post não chorei, não sei como vai ser quando começar a passar "gravity'' -porque tou ouvindo "lie"/David Cook, mas vamos lá)...

Reconheço que apesar de todos os contras, os prós me fizeram feliz.
Me fizeram acreditar que existia um Deus que se importava comigo, e me entregou um anjo pra que me fizesse feliz, e me fizesse sentir amada, querida, desejada.. por mais que eu reclamasse eu sempre era compreendida.. E hoje agradeço a Deus por isso.
Eu já chorei uma vez, e odiei, senti nojo de mim... Agora não mais.
Eu me sinto sortuda. Por ter feito parte da vida de alguém tão iluminado e especial.
Me sinto realizada, por ter tido alguém que um dia brigou por mim, lutou por mim, e não desistiu, mesmo depois da rejeição não me esqueceu. Me amou...
Sou grata, pelo que vivi, e por poder ter do que recordar. E por mais que eu chore, nunca vou me cansar de lembrar, que em um periodo no tempo, eu fui mesmo feliz. E que compartilhei e conheci um sentimento que hoje poucos conheceram.
Essa dorzinha é natural. É sinal de que houve muita coisa boa. E a saudade vai ficar... Já entendi.
E por isso que digo que "só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você"
Espero que não seja necessário usar o ponto final...
mas se tiver que usá-lo, saiba que arrumarei uma bela capa pra esse livro, e que não o deixarei empoeirar em uma estante. Vou ler e lembrar sempre.

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