"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Fanfic -

Stevie Rae e Rephaim
É o meu casal favorito da série de livros HOUSE OF NIGHT ;)
e eu estou apaixonada pela história dos dois.
aí, dessa minha paixão, decidi criar essa pequena fanfic para os dois, contada do ponto de vista de Stevie Rae.
---
Stevie Rae

Nada do que eu pudesse dizer agora, poderia descrever metade da emoção que sinto ao vê-lo aqui, e saber que ele é meu.
Parece tão certo. Porque somos um do outro.
Rephaim olhou-me pela primeira vez (digo, encarou-me) depois de estarmos sozinhos.. E era incrível que eu não conseguia ficara parada se estava longe dele. Era como ímã; eu precisava da sua presença por perto.

O momento em que Nyx o transformou no garoto do reflexo, o meu Rephaim, o meu "humano", eu tive a certeza de que eu fiz a coisa certa em tê-lo salvado e cuidado de seus ferimentos.

Mal estava me aguentando de felicidade por ele. Eu podia sentir a corrente de energia da sua felicidade no ar, cada vez que ele via seu próprio reflexo, mal acreditando que era ele mesmo, e não mais a mistura "menino-corvo" de antes.

- Dá pra acreditar, Stevie? Eu sou de carne e osso! Sem penas! UAU! - Ele me ergueu e rodopiou no ar, perdendo o equilibrio quando parou, jogando-nos na cama, feito duas jacas podres.
-É eu sei Reph. . . Mas acho que eu gostava das penas... e das asas... e tudo mais... - Fiz beicinho e encarei-o.
- Imagino que gostasse mesmo... Bom, pelo menos ainda sou corvo durante o dia, se isso te fizer feliz...
- Claro que não, seu bobo! - eu disse - Você é lindo, sabe... Com ou sem todas aquelas penas... - Debrucei-me sobre seu peito nu e afundei meu rosto, tentando me esconder.
Ele ergueu meu rosto com um dedo, fazendo com que eu pudesse olhar diretamente em seus olhos, agora totalmente humanos, com aquele tom profundo de castanho que eu conhecia tão bem, e que conseguia me dizer muito mais do que as suas palavras.

- Você é que é linda, Stevie Rae, e eu te amo.
Eu senti meu rosto corar, e comecei a encaracolar uma mecha do meu cabelo, na tentativa frustrada de esconder meu nervosismo. Ele riu, e o som do seu riso ganhou vida, parecendo se materializar no ar a nossa volta, nos envolvendo na felicidade que tinha de ser transmitida. Eu adorava o som daquilo.

Ele se virou sobre mim, e continuou me encarando. Deusa, como era lindo esse meu menino-corvo encantado.
- Eu quero te beijar... - eu disse como num sussurro, antes que meu cérebro pudesse reprimir a ação... E ele me beijou.

não importava mais se o Dallas tinha virado um vermelho do mal, ou se Neferet era uma vadia assumida, ou se um Tsunami tinha varrido o Japão do mapa... Só havia nós dois no mundo agora. Ninguém mais.

Era o máximo sentir o calor frio que emergia da sua pele ao tocar na minha (também nõ entendo essa de calor-frio, deve ser coisa de menino-corvo meio imortal que ele tem...). Senti sua língua desenhando o contorno da minha boca, explorando o exterior, e o interior dela.
Mergulhei minha mão nos seus cabelos compridos, que eram tão macios quanto as penas que haviam nas suas asas. Cabelos tão pretos, como a noite. Era impossível eu me cansar de admirar o meu Rephaim.
Ele passou sua mão sobre meu rosto carinhosamente, seguindo com a ponta dos dedos, os desenhos das minhas Marcas vermelhas; beijou-as fazendo meu corpo estremecer involuntariamente, começando então a descer a alça da minha blusa regata.
Sem pensar na intensidade em que eu apertava seu braço, acabei fazendo um pequeno corte nele. Foi sem querer, juro.

Mas, dessa vez o sangue não tinha cheiro errado, ou ruim sequer. Era o cheiro mais delicioso que eu ja havia sentido. eu podia sentir a sede que subia, me pedindo para beber daquele sangue maravilhoso. Eu podia sentir o gosto do sangue descendo pela minha garganta, molhando-a e fazendo-me explodir por dentro.
Eu vi nos seus olhos que ele também queria.
- Beba... - Ele esticou o pequeno corte na direção da minha boca, o cheiro se tornou tão forte quanto o desejo que nos tomava, então obedeci.
Toquei meus lábios no ferimento, e no momento que senti o gosto do seu sangue, milhões de sensações começaram a acontecer no meu corpo, feito pequenas explosões em cada pedaço de mim. Eu não conseguia pensar, o prazer que sentia daquilo fez com que tudo sumisse, eu queria ser de Rephaim. Que fosse ele pra sempre. Meu consorte, companheiro, meu amor.
Aquilo era tão maravilhoso para ele quanto era para mim; eu podia ouvir sua respiração acelerada e seus gemidos baixinhos. Talvez depois eu devesse me lembrar de agradecer a Nyx por ter criado todas essas sensações maravilhosas para que nós pudéssemos desfrutar.

Rephaim começou a me despir, e apesar de ofegantes, e quase que entregues aos nossos desejos, não fosse pelo medo de encarar o desconhecido que estava por vir.
Então, Aphrodite entrou no quarto.
- AIMINHADEUSA, Stevie, odeio ter que interromper esse seu momento tão.. hm.. quente, apesar não ter me acostumado com esse menino-corvo ainda, mas.. você PRECISA dar um jeito nos seus novatos vermelhos rebeldes agora. ok? Eles estão atrapalhando todas as minhas visões e meus olhos estão uma droga. - E deu as costas indo embora.

- Não esquenta Stevie. A gente pode terminar depois, não é? - Ele piscou pra mim, e subiu minha blusa fazendo carinho em mim com os dedos quando deixou sua mão cair na cama.
- É, depois a gente continua... - Eu disse a contragosto. Dei-lhe um beijo rápido e ele me segurou gentilmente pelo pulso quando me vire para sair do quarto.
- Eu te amo, minha pequena Stevie Rae.
- Eu sei Reph. eu também amo você.
Tentei me lembrar de como se fazia para respirar, inspirei o ar três vezes e saí do quarto batendo os pés.
- Aphrodite sua nojenta, você me paga... - fiquei murmurando, enquanto ia resolver o problema com os novatos rebeldes.
- Obrigada Nyx. obrigada mesmo... - eu agradeci à Deusa, e pude jurar que ouvi o som do riso dela...

"de nada minha filha"

Nenhum comentário: