"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

quinta-feira, 31 de março de 2011

Carência


Pois é, hoje meu post vai ser BEM emo. To bem tristinha pra dizer a verdade..
Ai, me perguntam, porque? Bom... a resposta é..

Sabe quando você se dá ao máximo, na tentativa desesperada de agradar todo mundo? Então, grande parte dos meus dias funcionam assim.
Ouvir coisas que eu não deveria, não responder por educação, ou respeito (coisa que não funciona do outro lado para comigo) já é um ponto quase que definitivo na minha rotina. Sim, isso acontece TODOS os dias.
Amo grande parte das pessoas a minha volta, mas nem sempre elas se dão conta disso. De que mesmo sendo pouco, estou dando o melhor de mim, como sempre fiz.
A boa aluna, a boa filha, a boa cristã, a boa samaritana, a boa namorada, e na verdade, é tudo na tentativa de agradar à eles, que nem sequer percebem, e me deixam todos os dias como a mother Gothel, é a vilãzinha da história. E eu não sou.
Eles simplesmente não entendem, que o meu silêncio quando estou triste, é o único meio de transbordar, desabafar, jogar fora todas as coisas ruins. Que meu silêncio, é mil vezes melhor, do que atacar, e jogar milhões de verdades, aquelas que ninguém quer enxergar.

A vida toda, eu passei a imagem de Mônica : "força, inteligência, independência, sou decidida, positiva, alegre, espontânea, amável, simpática, e etc." Mas, será que a Mônica era assim o tempo todo?
será que descontar a raiva dela no Cebolinha não era só uma forma dela dizer que não gostava das piadinhas mas não queria parecer fraca e chorar na frente dele? Será que ela não dava os pontos finais, pra não precisar voltar atrás nas decisões? Será que ela não escondia a mágoa dos meninos, por ficarem o tempo todo chamando ela de "baixinha, gorducha..."? Será, que quando ela se juntava com a Magali, ela conseguia se sentir melhor? Ou esperava a amiga embora pra soltar todas as suas frustrações com as lágrimas?
Será que ninguém nunca pensou que apesar de a Mônica ser quem era, ela iria querer um colo aconchegante? Um cafuné? Um abraço bem apertado? um carinho gostoso? Se sentir querida, e amada? E que era tudo o que ela não conseguia, e simplesmente, ou distribuía com o amor, (a sua simpatia, alegria, espontaneidade, amabilidade,, etc), ou a base de porrada?
por ela ser intensa, não era compreendida, e por não ser compreendida como deveria, apesar dos muitos amigos, estava sempre sozinha...
E, acho que mais uma vez, vou me comparar com a Monica.

não me importa que esse carinho venha de uma amiga, da mãe, da irmã, do namorado, pode vir até mesmo da cachorra.. Mas eu queria receber, ao invés de dar. Pelo menos uma vez, eu queria ser o centro das atenções. Queria que pelo menos um dia, o meu bem estar pudesse ser o foco de alguém, como já foi algum dia.
Eu gosto de amar, mas eu também queria ser mais amada de vez em quando.
Sinto falta de quando minha ausência era notada, e de quando as pessoas sentiam falta de mim, sinal de que eu já fui importante... E hoje, não sou mais.

Concluindo:
falei que o post ia ser emo. mas convenhamos que hoje eu to triste, e ue se eu não escrevesse agora eu iria perder o fio da meada, rs
E, assim, exatamente assim é como eu me sinto hoje.

Pessoas que me davam carinho, onde estão vocês?

terça-feira, 29 de março de 2011

A saga do meu cabelo



Oi, hoje vou desenterrar uma super história sobre mim.
a amiga do meu namorado (Larissa-http://cirandaadesentimentos.blogspot.com) fez um elogio ao meu cabelo, dizendo que ele era bonito... E eu, como gosto pouco de contar histórias, respondi :
- Ahm, mas nem sempre meu cabelo foi assim....
...
" Um belo dia, eu tinha a idade de 10 anos, e queria pintar meu cabelo de vermelho...
Podia ser até com papel crepom, e naquela época meu cabelo era enorme. Ia até a minha cintura, e tinha vários cachinhos nas pontas, a raiz meio lisa...
Fui pedir pra minha mãe se eu podia pintar... CLARO, que ela disse que não.
Eu continei insistindo, insistindo, até que um dia, a resposta dela foi mais drástica : "SE VOCÊ PINTAR, EU VOU CORTAR SEU CABELO JOÃOZINHO!"
hahha, quem disse que eu acreditei? Meu cabelo era LINDO, se ela cortasse, provavelmente era uma mulher louca. E, como ela não era louca, ela não ia cortar meu cabelo ;)

Então, comprei o papel crepom vermelho, e corri pra pintar meu cabelo, mas a tinta não pegou, e o vermelho só grudou no couro da cabeça, e nas minhas unhas - sim, porque a anta aqui, nem pensou em usar luvas - .
Quando minha mãe chegou do trabalho, que viu meu couro daquela cor, foi batata, não de outra: agarrou meu cabelo e segurou-o nas mãos com um nó, e me arrastou (arrastou mesmo, força inumana) para o chão da cozinha...
E ela não conseguia achar a tesoura.. Puxou o facão na segunda gaveta.
Óbvio que o facão nem cortou nada, então ela se viu obrigada a sair dali e ir procurar a tesoura..
Eu rezava de todas as maneiras que eu conheci um dia, pra que ela mudasse de idéia e deixasse meu cabelo lindo em paz.
HAHA, doce engano, ela achou a querida e amiga tesoura, e então... Bom, acho que ja dá pra imaginar..

Era quase aquela cena da CarolinaDickeman em laços de família : cabelo caindo, que se misturava com baba, e choro e catarro, e... não foi uma cena muito boa de se assistir.
Em 5 minutos, eu estava SEM cabelos.
De um cabelo que batia na cintura, para nada. :D weee

E o mais engraçado, é que, no dia que eu fui pintar, eu falei pra todo mundo na escola "amanhã vou chegar de cabelo pintado LOL", e na verdade, chegue sem cabelo.
HAHAH o cabelereiro só fez o pezinho, afinal, nem tinha no que mexer alí.
Uma semana depois que a minha mãe cortou meu cabelo, bateu o remorso, e ela me deixou pintar...
Fui no cara que cuidava do cabelo dela, e disse bem objetiva : "Quero meu cabelo vermelho"...
ele disse que tinha um tom parecido, a tinta ardeu minha cabeça, e quando tirei, não era o vermelho, nem o rosa ofuscante.. era um laranja neon desbotado.. meu cabelo ficou pior do que ja estava (é, ele conseguiu...).
E aí, eu parecia um palito de fórforo queiimado (o corpo) com a cabeça em chamas.. dpois de uns quatro meses eu tirei a tinta (começou a desbotar -mais- e a raiz crescer) ai fui passando castanho, fui pra Minas e outro cara cagou meu cabelo, cotou um quase-tigelinha, mas como meu cabelo era cacheado, óbvio que não ficou legal, e ai fiz luzes louras, e ficou mais esquisito ainda, e aí meu cabelo foi crescendo, meti a tinta preta, e depois a progressiva.

Depois de quatro anos que minha mãe cortou, meu cabelo ainda batia no pescoço..
Quando ele finalmente estava chegando perto da cintura, eu mandei tirar as pontas, e a mulher errou a mão, e cortou acima do peito, e agora, ele está assim.

Decidi não mexer mais. porque se estiver ruim, pode SIM ficar pior.
meu cabelo tem três cores, faz mais de um ano que não pinto, seis meses que não corto, tem as pontas todas quebradas, duplas, queimadas de chapinha, mas sabe , amo ele do jeito que ele é.

HAHHA e não trocaria por papel crepom de cor nenhuma, NUNCA MAIS. XD.
-

Claro que a Larissa riu, e muito, dessa história. Tem gente que acha que é mentira, mas não é.
e um dia, se eu achar (o que eu não quero que aconteça.. HAHHA) algumas fotos dessa época tenebrosa, então eu as postarei aqui.
PROMETO (YN).

beijos :*

quinta-feira, 24 de março de 2011

Kiss me


"Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor.
Lift your open hand.
Strike up the band and make the fireflies dance,
Silver moon's sparkling.
So kiss me." -
Kiss me - Sixpence none the richer.




Quando estivemos juntos no campo, ele levou-me para longe de onde haviam matas, moitas e ervas daninhas. Fomos para aquela campina aberta, e deitamos na grama.

Seu jeito de manter-me perto dele as vezes era esquisito...
Pegou-me desprevenida quando eu estava por descer o degrau de madeira que rangia e girava, e ele me girava, antes que o degrau fizesse isso comigo.
Fizemos várias piadinhas, sobre como cada um vestia-se mal, e eu disse-lhe malcriada "Ok, use então aqueles seus sapatos, e eu usarei aquele vestido, veremos como fica..."

Quando chegou o crepúsculo, ele me beijou suavemente... E me conduziu ao pátio nos fundos da casa, que ao chegar da noite, sempre tinha o chão iluminado pela lua. E levantou sua mão, convidando-me para dançar dançar ali, uma dança sem música, sem som, na qual até mesmo os vagalumes dançavam conosco. A lua brilhava alto no céu.
Eu encarei-o por um instante, e disse-lhe "so kiss me..."

Corremos feito crianças para a casinha da árvore quebrada a alguns cem metros de distancia do pátio da casa, deitamos exaustos pela corrida, e mais um beijo foi dado...
Eu escapei por entre seus braços, e corri para o parquinho velho e improvisado ao lado. Subi no pneu velho que funcionava como balanço. E provoquei para que ele me empurrasse o mais alto que conseguisse. Foi divertido.
E então ele sumiu... voltando pouco depois com um chapéu florido sobre a sua cabeça e um mapa. Eu sorri.
Descobri que era um mapa marcado por seu pai, nós tomamos o caminho, começamos a procurar pelo que ele marcava, e ele levou-nos para o pátio ao fundo da casa...

O chão continuava iluminado pela Lua. E novamente ele ergueu sua mão convidando-me para dançar, aquela dança sem música, sem som, que até os vagalumes dançaram conosco.
Encarei-o novamente, então disse-lhe "so, kiss me"

E ele me beijou...

"Beije-me sob o Crepúsculo,
Guie-me para fora, no chão iluminado pela lua.
Levante a sua mão aberta,
Faça a banda tocar, faça os vagalumes dançarem
A lua prateada está brilhando.
Então Beije-me."
Kiss me.

sábado, 5 de março de 2011

You say I am a fool


Você vive dizendo que eu sou boba, e não desminto. Acho que seja até verdade mesmo.
Você diz que sou infantil, e criançona, mas e qual seria a graça de ser séria, e madura demais? Seria apenas mais uma pessoa chata na sua vida, e que não faria falta nenhuma se quisesse sumir....

A maior parte das coisas que voce descreve da minha personalidade, é verdadeira, e não tenho porque omitir.

Sou esquecida, principalmente com coisas que não me interessam. Tem coisas que esqueço sem querer, e tem coisas que esqueço de propósito, por puro capricho meu.
Sou bagunceira, não ligo de não arrumar as minhas coisas. mas sempre digo que minha bagunça é organizada, porque sempre sei onde estão minhas coisas.
Sou dissimulada, porque muitas vezes finjo que não sei de algo, ou finjo alguma coisa que não sinto para não magoar as pessoas que gosto...
Sou cínica, principalmente com as pessoas que não gosto.
Sou transparente, não de ser magra, mas de deixar que qualquer um perceba o que eu sou de verdade se eu quiser.
Sou chorona, e choro mesmo, em qualquer lugar, mesmo que chorar não resolva nada, me ajuda a extravasar tudo o que há em excesso em mim. Seja por alegria de mais, tristeza de mais, desgosto de mais, decepção de mais, saudade de mais... tenho problema com sentimentos.... eles sempre acabam transbordando.
Sou pessimista e fico sempre achando que tudo vai dar errado.
Sou azarada, porque se apronto alguma coisa, as pessoas sempre acabam sabendo, as vzes até porque eu mesma acabo contando..
Tenho problemas com gostar de coisas, as vezes gosto de uma coisa e depois não gosto mais, e às vezes gosto de coisas pra sempre. E a minha verdade tem que ser sempre absoluta, ninguém pode me contrariar. Se não gosta daquilo que eu gosto, não fale mal na minha frente, porque provavelmente xingarei você até a sua 4º geração.
Transbordo de sentimentos, e geralmente não falo, porque não tenho por que aporrinhar os outros com minhas melozices...
Escrevo sobre tudo o que me interessa, mesmo que seja só sobre eu mesma.escrevi se gosto, escrevo se não gosto, falo mal, falo bem, agradeço, desabafo... Escrever é a saída para jogar meus vômitos de palavras nos outros.
Quando leio entro em um universo paralelo, e não escuto mais nada. NADA mesmo, pergunte ao Bruno se quiser. E ODEIO quando me interrompem a leitura. dá vontade de matar um, que sempre acaba por interromper nas melhores partes do livro.
Finjo que sou algum personagem importante de filmes, e gosto de dizer que sou fulana de tal, só porque acho a história bonita ou comovente.
Tenho diversos conflitos internos acerca da religião que sigo, às vezes sinto a necessidade IMENSA de ir pra igreja. às vezes não gosto e não quero nem ouvir falar sobre.
Me irrito com extrema facilidade, e as vezes falo inverdades só para magoar as pessoas que me magoaram... Mas logo que falo me arrependo e peço desculpas.
É verdade, a culpa atinge a mim de forma muito maior do que atinge à outras pessoas. e me torturo por isso sempre.
Estou sempre sorrindo porque na maioria das vezes não sei como me comportar, e fica meio difícil saber o que sinto porque omito com sorrisos, mesmo que eu não goste muito disso.. tenho dificuldades de falar as coisas na cara. e geralmente não falo, porque sei que vai magoar.
prefiro que fique tudo só no meu pensamento.

Digo que amo todo mundo, mas quando eu digo, se eu digo, é porque eu amo mesmo, e tenho uma facilidade IMENSA de me apropriar desse sentimento, principalmente por pessoas estranhas.tenho mesmo uma facilidade imensa para amar e perdoar pessoas, mesmo que pelos piores erros e falhas comigo.
Tenho dedo podre. A maioria das pessoas que passaram pela minha vida me deixaram com cicatrizes profundas, que demoraram tempo demais para cicatrizar.
Tenho sorte, porque todas as pessoas que permaneceram na minha vida, salvaram-me de abismos, e me trouxeram pra fora do poço, me fazem feliz, e preenchem cada pedacinho em mim.
Sou extremamente faladeira, e sempre tenho assunto pra quase tudo. As vezes é necessário me mandar calar a boca.
Sou cantora de chuveiro, e canto no meio da rua, e não me incomodo nem um pouco se isso vai incomodar quem está do meu lado, mesmo que essa pessoa seja meu namorado. Não quer me ouvir? ponha seus fones e ouça slipknot. HAHAHAH.
E incomodo DEZENAS de pessoas, desde sempre, só por ser assim.

e ainda existem as coisas que eu não sou, mas que não sei porque caralhos as pessoas insistem em dizer que eu sou.
Elas não sabem, mas eu sei exatamente quem eu sou, o que eu quero ser, e por que sou assim.
Cada um carrega uma história, e cabe a cada um de nós criar nossa imagem, independente de pertencer a um grupo ou não.
quem vai viver sua vida, é você. SÓ.
Seu grupo só vai estar contigo na hora da curtição.
Descola uma dívida cabeluda pra você se eles irão pagar suas contas...

AVÁ.

ninguém foi feito pra viver sozinho.
mas concorda que se fosse pra um monte de gente dar palpite na vida dos outros, seríamos todos siameses? e aí todo mundo estaria interligado?
xoxo Jenn

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One - Glee version