"NADA NOS DEIXA TÃO SOLITÁRIOS QUANTO OS NOSSOS SEGREDOS" - Paul Tournier

domingo, 30 de janeiro de 2011

Searching for a star

Eu gosto de observar as estrelas, quando estou deitada na grama. É mágico.
Trás aquela sensação de como somos pequenos e inúteis diante do tamanho da criação Divina
Era das vezes especiais iguais a essa, que eu gostava mais.

Havia apenas a luz sedutora e inocente da Lua, luzindo sobre a piscina e passando por entre as folhas das árvores, criando um espetáculo dark incrível de se ver. E as estrelas poderiam estar cantando, pois sua harmonia era ... perfeita.
Havia uma lanterna no chão, luzindo nossa cesta de piquenique noturno... e, havia Ele.

Eu estava deitada sobre seu colo. Não sabia se olhava para a noite magnífica, desenhada especialmente para nós.... Se olhava para seu rosto, iluminado pela pouca luz da lua, ou se simplesmente fechava meus olhos...
Fechei os olhos. E podia ver todas as cenas que quisesse repetidas vezes. Lembrava dos seus traços, olhos expressivos, intensos; sobrancelhas grossas, lábios rosados e com carne suficiente para me tentar a mordê-los. Branco, mas não pálido, saudável. Cabelos pretos, rebeldes e espetados.
Eu ri lembrando de brigas idiotas quando eu tentava "arrumá-los" e ele ficava irritado, bagunçando ainda mais o cabelo. Bobão...
Lembrava do seu contorno, braços grandes e definidos, alguma barriguinha saliente, nada de exagerado. Tudo no ponto. Perfeito.
Lembrava do sorriso que ele tão teimosamente vivia tentando esconder. mas que era lindo, a causa das minhas maiores alegrias. Meu tesouro.
Podia sentir com os olhos fechados ainda, seu perfume me inebriando, e embaralhando meus pensamentos, misturando-se com o cheiro do seu shampoo, e ainda o cloro da piscina, e da noite e do orvalho que caía sobre as plantas, refrescando-as.
Ele me fez cafuné, atrapalhou meus pensamentos, me distraiu. Então, abri os olhos.
E sorri.

Ele estava com o olhar perdido em algum canto da grama torturando e perseguindo algum inseto.
Tão grande, e tão bobo...
Eu ri, e desviei a atenção dele, que respondeu com um peteleco no meu nariz.
- AI! - eu tapei o nariz fazendo massagem na dorzinha chata que tinha ficado.
- Boba ... - ele disse, fazendo careta, e eu respondi com outra, e mostrei-lhe a língua. Ele gargalhou.
Senti milhões de pinicadas por todo o corpo. eu tremi. mas era um tremer legal. eu gosto do arrepio que a risada dele me provoca. ele sabe...
Incrível como fico toda boba perto dele.
Corei. Coisa que dificilmente acontece, até porque, segundo as palavras dele :"eu sou preta."
Fechei os olhos e respirei fundo. Eu ri baixinho... e quando abri os olhos, ele estava encarando.
- O que? - eu perguntei.
-Nadaa...- Revirou os olhos e balançou os ombros, como quem diz "whatever". Ele sabia que aquilo me irritava profundamente. E fazia de propósito
- Então PÁRA de me olhar com essa cara de retardado...!- eu disse rindo e sem graça.
Gargalhei, e ele tapou os ouvidos. murmurou algo tipo "escandalosa", mas não pude provar que era isso mesmo.
Ficamos em silencio depois que eu finalmente calei a boca. E ele deixou o inseto em paz, ficou olhando para mim.
...
Silencio.
...
-Então mor... Eu te amo ♥- ele disse quebrando o silencio.
eu fechei os olhos e sorri.
-é.. eu sei. haha - Abracei-o pelo torso depois voltei onde estava, olhando para as estrelas.
Eu podia ficar ouvindo sua respiração oscilante, seu coração
batendo forte.. Poderia ficar assim pra Sempre. desde que Ele estivesse comigo.
Fechei os olhos.
- Eu também amo voce. . . - eu disse num sussurro...


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